Uma delegação composta pelos conselhos de administração e diretores da Empresa de Distribuição de Eletricidade de Cabo Verde (EDEC), Empresa de Produção de Eletricidade de Cabo Verde (EPEC) e Empresa de Produção e distribuição de Água (ELECTRA) esteve reunida na ilha do Sal para debater as melhorias nos serviços de energia e água. Os mesmos estiveram ainda reunidos com operadores económicos e representantes do setor hoteleiro da ilha para analisarem os desafios destes dois sectores determinantes para o turismo no Sal. Na ocasião foi ainda anunciado, para 2025, a nova Central Elétrica da Palmeira, expansão da produção de Energias Renováveis e reforço da produção e distribuição de água na ilha.
A reunião, realizada no âmbito das Jornadas Operacionais Descentralizadas, foi liderada pelo Presidente do Conselho de Administração (PCA) da EDEC, Luís Teixeira, e acompanhada pelos administradores Neusa Lima e Osvaldino Lopes, e teve como objetivo “ouvir as principais dificuldades dos clientes” e apresentar os investimentos planeados para melhorar os serviços de eletricidade e água na ilha.
Nova Central Elétrica da Palmeira e expansão de Energias Renováveis
Durante o encontro, Luís Teixeira destacou os projetos estratégicos já financiados para 2025, com apoio do Governo, com destaque para a nova Central Elétrica da Palmeira, que segundo Luís Teixeira constitui um investimento de 30 milhões de euros, com conclusão prevista para julho de 2025.
A nova Central Elétrica da Palmeira terá, segundo a mesma fonte, capacidade de 15,2 MW (4 grupos geradores de 3,8 MW cada).
Outros projetos, já financiados, anunciados para a ilha são a expansão de Energias Renováveis, com a entrada em funcionamento da Central Solar Fotovoltaica de 5 MW, em parceria com a APP/Impulso, o sistema de armazenamento com baterias de 6 MW/6 MWh, integrado ao projeto da Cabeólica, também ela com conclusão prevista para finais de 2025.
No que tange à produção e distribuição de água, Luís Teixeira anunciou o seu reforço graças a um investimento de 370 milhões de escudos (3,36 milhões de euros) para melhorar as infraestruturas hídricas na ilha.
Diálogo com o setor privado
O PCA enfatizou que a missão visa “auscultar os desafios e constrangimentos” enfrentados pelos clientes, promovendo um “diálogo aberto” para soluções conjuntas.
Representantes do turismo e comércio local apresentaram demandas por maior estabilidade no fornecimento de energia e água, especialmente em períodos de alta temporada.
As Jornadas Operacionais Descentralizadas continuarão até o dia 5 de abril, com visitas técnicas e reuniões setoriais.
