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Covid-19

150 dias depois. COVID-19 infecta três mil 321 e mata 36 

 

Por: Alex Semedo

1  Triste olhar… 

Completaram-se, precisamente, a 19 de Agosto – que calhou ser uma quarta-feira! -, os 150 dias dobrados e amarfanhados sobre aquele fatídico e mal-querido 19 de Março – que foi numa quinta-feira! -, o anúncio da notificação do primeiro caso do novo Coronavírus – vulgo, COVID-19! -, em Cabo Verde.

Foi localizado na Ilha da Boa Vista, num turista inglês, de 62 anos, que infelizmente, não resistiu ao tal invisível, oportunista, “prindante”, mas… vírus “democrata” – no sentido em que não olha a posses, benesses e origens das vítimas! -, que faz e está fazendo rebuliço, em toda esta nossa Aldeia Global, desde Dezembro passado.

A modos de lembrete e de balanço mais próximo, referente a 12 de Agosto, dia em que Cabo Verde atingia a chapa de três mil casos acumulados de COVID-19, dos quais dois mil 172 eram recuperados – equivalente a uma taxa de 72,4 por cento – % -, e 33 óbitos, correspondente a uma taxa de letalidade de 1,1%.

De 19 de Março para cá – passados 150 dias, até quarta-feira, 19! -, o País lista  841 casos activos, dois mil 442 recuperados, 36 óbitos, dois transferidos e um total de três mil 321 casos positivos acumulados.

Ou seja: mais 321 de que a 12 de Agosto, o tal mês que, para muitos, é de “desgosto”.

Em uma semana – de 12 para 19 de Agosto! -, o Arquipélago regista três mortes, totalizando 36, desde o tal 19 de Março.

Nada animador!

Mas…

De todo o modo, como conforta um amigo meu, armado em filósofo e visionário, que, pelo menos, dos que “dormiram” para a Eternidade, deles conhecemos já, “desgraçadamente embora”, o destino final que tiveram.

Razão tem ele…de sobra.

Pois, o que está reservado a nós, os outros, também pobres mortais, que (ainda) estamos neste Vale de Lágrimas?

Sem se cair em fatalismos, aliás, em alarmismos, resta-nos – é o único, avisado e curial caminho! – dar corpo à luta e ao manifesto, jamais baixando a guarda e/ou recuar ante os desafios – que não serão poucos!

Todos nós – mas…todos mesmo! -, temos de fazer a nossa quota e ínfima parte, para o nosso bem – vulgo, saúde real e com qualidade! -, para o dos nossos familiares, dos nossos próximos e semelhantes, da nossa comunidade, ilha, região e…deste que é-nos nos tão benquisto, caro e amado Cabo Verde.

De contrário, estamos a ser egoístas e…  descidadãos.

E não fica bem.

Até porque, a História é incomplacente: sempre risca os fracos e egoístas!

 

2Fogo engrossa a lista

Já era (quase que) previsível. 

Também (quase) anunciada a entrada da Ilha do Fogo no indesejado e esconjurado “Clube” das Ilhas de Cabo Verde assoladas por COVID-19.

A delegada de Saúde de São Filipe/Santa Catarina, a médica Joana Alves, bem que avisara. 

De há muito.

Mas…

Com o caldo entornado e ante à realidade-real, a saída/alternativa mesmo, é a busca da medicação eficaz e duradoura.

Até porque, remediado já está.

Na segunda-feira, 17, infelizmente, veio a notícia de que “quase” todos esperavam, de há muito, mas que, em abono da verdade, ninguém queria acreditar.

Dois casos positivos.

Duas mulheres – na casa dos 40 e 60 e tal anos! -, oriundas dos Mosteiros – aliás, “Txon di Café!” -, que, há mais de uma semana, estavam internadas no Hospital Regional do Fogo, em São Filipe, receberam do Laboratório de Virologia, na Cidade da Praia,  a triste nova de testagem positiva para COVID-19. 

Face à realidade-real, o director Nacional da Saúde, Artur Correia, assegurou aos jornalistas que haverá reforço em profissionais de Saúde, de modo a se blindar, o máximo possível, a transmissão. 

Mais uma vez, os leigos perguntam: porque não se jogou na antecipação? 

Porque não se privilegiou a prevenção, ao invés da corrida atrás do prejuízo, procurando a cura?

“Vamos estar atentos, para reforçar, também, a Ilha do Fogo, assim como fizemos com São Nicolau, com a Boa Vista e com o Sal. Estaremos atentos, para fazer o mesmo processo, aliás, já temos, agora, experiências e boas-práticas nas várias ilhas que, com certeza, serão partilhadas, também, com o Fogo”, sustenta Correia. 

Presentemente, além do Fogo, registam-se casos activos do novo Coronavírus nas ilhas de Santiago e  do Sal.

Brava – a “codé” das nove ilhas habitadas! – é a única resistente e livre de COVID-19, desde que o primeiro caso foi notificado há cinco meses, mais concretamente, a 19 de Março.

 

3 Praia “teimosa”

O Município da Praia continua, “teimosa”, a ser o epicentro de COVID-19 em Cabo Verde.

E durante várias semanas.

No já tradicional Encontro com a Imprensa, de segunda-feira, 17, o director Nacional da Saúde (DNS), Artur Correia, revelou que a Cidade-Capital manteve-se, entrevada, nas últimas três semanas, no platô de 194 casos/semana. 

Por sua vez, a Ilha do Sal, após estar em dois picos de 119 e 71 novos casos, baixou, significativamente, para uma média de 27 eventos, com mínimos de 17 e máximos de 30 novas ocorrências.

Numa radiografia geral, Correia garante que, nas últimas sete semanas, o Arquipélago teve uma média de 263 facos/semana, com mínimo de 199 e máximo de 291. 

A situação é, ainda, nada animadora.

Mas…

“Está nas nossas mãos!” – lá diz a consigna.

E está mesmo.

Até porque, na maioria das vezes, o contágio dá-se pelas mãos.

É por isso mesmo, que, uma das mais icónicas recomendações das autoridades de Saúde – de Cabo Verde e do Mundo -, é a correcta e frequente lavagem das mãos…com água e sabão.

Que (quase) está ao alcance de todos.

  

4 “Ponta do icebergue”  

É isso mesmo.

As verdades dizem-se.

Mesmo que doam.

Sem papas na língua e longe dessa de esconder a faca ao borrego, o  director dos Serviços de Prevenção e Controlo de Doenças do Ministério da Saúde, Jorge Noel Barreto, veio a terreiro alertar – para quem quer ouvir! -, que, presentemente, desconhece-se a “real situação” do novo Coronavírus nestas Ilhas plantadas no Meio do Atlântico.

 “Temos vários casos de pessoas assintomáticas, que estão infectadas no País, mas que não sabem que estão com a Doença, porque, não têm conhecimento que estiveram em contacto com uma pessoa infectada”, alerta Barreto, que é, também, médico-infectologista.

O que se conhece, actualmente, é, somente, “a ponta do icebergue” de COVID-19, uma vez que a testagem aplicada é insuficiente, para se ter uma real situação da transmissão e propagação do vírus.

Barreto é partidário do alargamento de despistes.

Que é desejável.

Mas…

Desabundam recursos.

Como é sempre aconselhável, avisado e fica mais barato jogar-se na antecipação, vale o apertar de cintos – de todos nós! – para esta nobre causa.

Em que ficamos? 

 

5– SOS da OMS 

À atenção dos jovens-adultos…

E não só só! 

A OMS (Organização Mundial da Saúde) veio a terreiro, uma vez mais, reiterar a sua preocupação para com a transmissão do novo Coronavírius entre jovens-adultos, na faixa etária de 20 a 40 anos.

A Agência das Nações Unidas alerta que os assintomáticos podem impulsionar a contaminação local, afectando as populações mais vulneráveis, como os idosos e as pessoas com co-morbidades.

Nas últimas semanas, governos de diversos países mostraram-se preocupados com o surgimento de novos casos de COVID-19 e alertaram que os jovens  – mas não só! – não estão respeitando as directrizes estabelecidas, quais sejam: o distanciamento físico e social, o uso de máscaras faciais, para frear a transmissão, entre outras. 

Fica lançado o SOS.

É que, nesta de COVID-19, não há invencíveis…nem incontagiáveis.

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