De acordo com uma nota do INE cabo-verdiano, o défice da balança comercial fixou-se, no segundo trimestre, nos 17.737 milhões de escudos (160,5 milhões de euros), melhorando 2,5% face ao período homólogo de 2018.
As exportações de Cabo Verde ascenderam, de abril a junho, a 1.644 milhões de escudos (14,8 milhões de euros), um aumento absoluto, neste período, de 160 milhões de escudos (1,4 milhões de euros), face ao segundo trimestre de 2018.
Segundo o relatório do INE, a Europa “continua sendo o principal parceiro de Cabo Verde”, tendo absorvido 97,4% do total das exportações cabo-verdianas no segundo trimestre.
Espanha lidera a lista dos principais parceiros de Cabo Verde na zona económica europeia, representando, no mesmo período, o destino de 78% do total das exportações.
Entre os produtos exportados por Cabo Verde, os preparados e conservas de peixe lideraram neste período, representando 63,1%, enquanto os peixes, crustáceos e moluscos ocuparam o segundo lugar, com 15,5% do total, seguido do vestuário, com um peso de 10,8%.
Já as importações feitas por Cabo Verde desceram 1,5% entre abril e junho, com Portugal a liderar entre os países de origem das compras cabo-verdianas. No segundo trimestre de 2019, Portugal obteve uma quota de 41,6% das importações cabo-verdianas (um aumento homólogo de 0,5 pontos percentuais), que totalizaram no mesmo período 19.381 milhões de escudos (175 milhões de euros).
O estudo do INE refere que o continente europeu continua a ser, também, o principal fornecedor de Cabo Verde, com 80,8% do total das importações cabo-verdianas.
De acordo com os indicadores do INE, Cabo Verde fechou 2018 com um défice na balança comercial de 69.195 milhões de escudos (626,5 milhões de euros).
LUSA
