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Cultura

Escritora Sónia Jardim lança “As Mulheres da Ilha de Santa Luzia”

A escritora luso-cabo-verdiana Sónia Jardim tem um novo livro, “As Mulheres da Ilha de Santa Luzia – Cabo Verde”, para ser lançado. Trata-se de um romance com uma base histórica e que tem a ilha de Santa Luzia como suporte,
além da presença judaica em Cabo Verde desde a descoberta do arquipélago.
As Mulheres da Ilha de Santa Luzia – Cabo Verde Misterioso” é o terceiro de Sónia Jardim. A obra vai ser lançada a 29 de Junho, na ilha de Santo Antão, 2 de Julho em São Vicente e posteriormente em Portugal e Holanda. Com quase 600 páginas, trata-se de um romance histórico, marcado pelo misticismo.
Segundo a autora, baseia-se em factos reais, com muita história de Cabo Verde e, em particular, a história dos judeus neste arquipélago e no mundo, com muitos mistérios, encantamento entre outras coisas.“As temáticas abordadas fascinaram-me e vão certamente despertar o interesse de muitas pessoas, podendo mesmo enfeitiçá-las… Tenho a noção de que é um livro muito interessante e, diria mesmo, mágico”, avança Jardim, ao A NAÇÃO.
“As Mulheres da Ilha de Santa Luzia – Cabo Verde” tem a chancela da Arte Nascente Editora. Conta com um apêndice fotográfico de 27 páginas. Segundo revela a autora, o livro resultou de um estudo exaustivo sobre a ilha de Santa Luzia, nas suas mais variadas vertentes.
Santa Luzia e presença judaica
Conforme diz, o livro apresenta informações que são inéditas, ou pouco conhecidas, sobre Santa Luzia. “As palavras e as pessoas que estão no livro querem sair do livro e ser partilhadas e conhecidas pelo mundo. Sinto que escrever este livro foi quase uma missão que algo ‘mais além, do outro lado’ decidiu que assim fosse. O livro está repleto de não coincidências que sinto e sei que foram providências…”, acrescenta.
A obra fala igualmente sobre a presença judaica em Cabo Verde, desde a descoberta do arquipélago, e no Mundo, desde o século V A.C. e, simultaneamente, um estudo sobre a ilha de Santa Luzia, em particular, que recuou até ao século XVI, e abrange as mais variadas e inéditas vertentes, tanto históricas, como de património natural e místico.
Base variada
A autora começou a escrever o livro em 2011, num vôo entre Cabo Verde e Portugal, após a apresentação do seu outro livro, “Família Jardim – O Segredo”. “Terminei no final de 2018, apenas com um pequeno intervalo para lançar ‘As Aventuras de Cety na Ilha de Santo Antão’”, diz.
A base documental é extremamente variada, passa por bibliotecas, arquivos e sinagogas de Portugal, o que, segundo Sónia Jardim, implicou muita pesquisa em Lisboa, Castelo de Vide, Belmonte, Tomar, Guarda, Viseu, Trancoso, Linhares da Beira, entre muitos outros.
“A investigação levou-me a Copenhaga e Zurique. Também tive acesso a arquivos privados, mas tudo com muita persistência e não posso dizer que foi fácil. Exigiu mesmo muito da minha pessoa”. O próximo livro de Jardim já tem a base investigacional delineada e alicerçada. “Logo que ‘As Mulheres da Ilha de Santa Luzia Cabo Verde Misterioso’ o permitam, a caneta está pronta… E vai dar que falar…”, faz saber.
Sobre a autora
Sónia Jardim é licenciada em Gestão e Administração de Empresas pela Universidade Católica de Lisboa, consultora financeira e analista de risco, acabou por dedicar-se às suas verdadeiras paixões, a escrita e a investigação. Recebeu o seu primeiro prémio literário com apenas sete anos, com o seu conto “Grinalda”. A primeira edição do seu “Família Jardim – O Segredo”, com lançamento em Cabo Verde e Portugal, foi um sucesso, esgotando rapidamente nesses dois países. A segunda edição foi lançada em Paris em Maio de 2014.
Além de “Família Jardim – O Segredo”, Sónia Jardim é autora de “As aventura de Cety na ilha
de Santo Antão”. Sónia Jardim é descendente de uma família que está em Cabo Verde desde o século XVI. O seu trisavô, António Leite Pereira Jardim, foi juiz de Direito na Comarca do Barlavento. António Luís Delgado, também seu trisavô, desempenhou um papel fundamental na ilha de Santo Antão.
“A minha avó Anita Jardim foi uma pessoa muito especial, mágica e eu sou madrinha da escola que tem o nome dela.
A minha mãe é de Santo Antão. Eu sou portuguesa e cabo- -verdiana, mas a minha ligação com Cabo Verde é muito mais forte, é espiritual”, conclui.
Sónia Jardim escreve crónicas e poemas regularmente para jornais on-line. Até ao final do ano será dada à estampa uma nova obra sua. A responsabilidade social assume uma componente essencial na vida desta escritora, sendo madrinha de uma escola primária na ilha de Santo Antão, Cabo Verde, e ajudando a comunidade carenciada em que a referida escola se insere.
 

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