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Evacuações: Sevenair admite atrasos, mas estima ter aviões CASA em Cabo Verde até setembro

e tudo correr bem, estamos a contar que até setembro o processo possa estar concluído”, disse à agência Lusa o diretor da Sevenair, Alexandre Alves.
A Sevenair assinou em julho de 2018 um acordo com o Governo de Cabo Verde para a troca de um avião Dornier da Guarda Costeira cabo-verdiana por dois Casa C212 Aviocar, propriedade deste grupo português de aviação.
Os dois aviões militares destinam-se, entre outras operações da Guarda Costeira, ao transporte de doentes entre as ilhas cabo-verdianas, mas estão ainda em processo de operacionalização e colocação em estado de voo.
“A manutenção está a ser feita e os aviões estão a ser colocadas em estado de voo a um ritmo mais lento do que era desejável, mas isso deve-se essencialmente à burocracia. Precisamos de diretrizes do fabricante e essas diretrizes estão a chegar muito lentamente”, disse.
“O caderno de encargos está a ser cumprido, com alguns atrasos é verdade, […] por causa de burocracias inerentes à atividade de aeronáutica”, admitiu Alexandre Alves.
O responsável da Sevenair adiantou ainda que paralelamente está a decorrer em Portugal a formação de técnicos e pilotos da Guarda Costeira de Cabo Verde, bem como o processo de inscrição dos aviões no registo militar cabo-verdiano.
No âmbito do mesmo acordo, a Sevenair alugou a Cabo Verde um avião Jetstream 32, com tripulação, para assegurar o transporte de doentes entre ilhas enquanto os CASA não estão operacionais.
Alexandre Alves adiantou que nos últimos dois meses essa aeronave esteve em Portugal para manutenção e certificação, devendo regressar a Cabo Verde este sábado para retomar a operação.
“A aeronave teve que vir a Portugal para fazer uma grande inspeção e certificação de matrícula e o processo atrasou um bocadinho”, disse.
O diretor da Sevenair disse ainda que o grupo português foi contactado pelo governo de Timor-Leste para “possíveis parcerias” no transporte aéreo e na formação aeronáutica, tendo mantido esta semana, em Lisboa, um encontro com o ministro dos Transportes e Comunicações timorense, José Agustinho da Silva.
“Timor-Leste tem grandes lacunas. Está completamente dependente de entidades externas, não tem nenhuma companhia aérea regular e nem sequer autoridade aeronáutica reconhecida a nível internacional”, disse.
Alexandre Alves adiantou que se tratou de um “contacto exploratório” depois de uma visita que ele próprio fez a Timor-Leste, a convite do anterior governo timorense.
“A distância não ajuda e como temos recursos limitados não podemos olhar para todas as oportunidades que surgem de igual forma. Mas, o território tem oportunidades muito interessantes para nós porque por ser tão longe e pequeno não é muito interessante para grandes operadoras”, considerou.
Por outro lado, Alexandre Alves assinalou que o tipo de aviação de que Timor-Leste precisa se encaixa “perfeitamente” na atividade do grupo.
“Mesmo que decidamos não investir, disponibilizamo-nos para ajudar a delinear um ‘master plan’ para o setor aeronáutico”, disse.
LUSA

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