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Rússia segue EUA e suspende Tratado de Desarmamento Nuclear

O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou, sábado, 2, a suspensão da participação da Rússia no Tratado de Desarmamento Nuclear (INF – “Intermediate-Range Nuclear Forces Treaty”, em inglês), em resposta à medida similar adoPtada pelos Estados Unidos da América (EUA).

“Vamos dar uma resposta simétrica (aos EUA). Os nossos parceiros norte-americanos anunciaram que suspendem a sua participação no Tratado. Pois, nós, também, o fazemos”, disse o líder da Rússia, citado pelas agências noticiosas russas, numa reunião com os ministros russos dos Negócios Estrangeiros, Sergey Lavrov, e da Defesa, Sergei Shoigu.

Putin disse que os EUA estão, há anos, a ignorar as iniciativas russas de desarmamento e “o tempo todo à procura de pretextos para desmantelar o sistema de segurança existente”.

O presidente russo pediu, também, aos responsáveis dos Negócios Estrangeiros e da Defesa que não iniciassem novas negociações com os EUA, até que “os parceiros norte-americanos amadureçam para acompanhar um diálogo consistente e igual” sobre uma questão que é “muito importante” para a Rússia e para todos os seus “parceiros e o resto do mundo”.

Ao mesmo tempo, negou que a Rússia pretenda, agora, participar numa nova corrida armamentista com Washington.

Pelo seu lado, Lavrov disse que Moscovo “tentou fazer todo o possível para salvar o tratado INF, tendo em conta a sua importância para a segurança estratégica na Europa e no mundo”.

Enquanto isso, o chefe da Defesa disse que os EUA “anda há anos a infringir o Tratado” de Desarmamento acordado durante a Guerra Fria e propôs que a Rússia desenvolva um míssil terrestre hiper-sónico de médio alcance, uma iniciativa que foi aprovada.

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, confirmou, na sexta-feira, 1, que os EUA vão retirar-se do Tratado de Armas Nucleares de Médio Alcance e o Presidente, Donald Trump, responsabilizou a Rússia, por violar esse Acordo.

Mike Pompeo confirmou que os EUA suspendem, a partir deste domingo, 3, as suas obrigações com o Tratado, assinado em 1987, depois de, em comunicado, o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter acusado a Rússia de o ter violado “por tempo demais (…), com impunidade, desenvolvendo secretamente e colocando em campo um sistema de mísseis proibidos, que representa uma ameaça directa aos nossos aliados e aos nossos militares no estrangeiro”.

Donald Trump afirmou que os EUA “aderiram totalmente” ao Pacto por mais de 30 anos, mas que não podem continuar limitados aos seus termos enquanto a Rússia os deturpa.

O chefe da Diplomacia norte-americana assegurou, contudo, que Washington estava “pronto” para continuar a discutir com a Rússia “o assunto do desarmamento”.

No início de Dezembro, com o apoio da Nato (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Mike Pompeo tinha dado à Rússia 60 dias para desmantelar os seus novos mísseis de longo alcance, violando o Tratado aos olhos dos norte-americanos e da Aliança Atlântica.

Caso a Rússia recusasse, Pompeo tinha ameaçado iniciar a retirada dos EUA do Tratado, procedimento que se estende por seis meses.

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