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Sociedade

Praienses convocados hoje para “um basta” à violência contra mulheres

Os praienses estão convocados para uma marcha contra a violência contra mulheres, prevista para quinta-feira, 20, a partir das 16:00, com concentração em frente da Igreja Nova Apostólica, na Fazenda.

Em declarações à Inforpress, a presidente da Associação Cabo-verdiana de Luta Contra Violência Baseada no Género (ACLCVBG), Vicenta Fernandes, afirmou que a iniciativa, que partiu de um jovem praiense, tem o apoio da instituição que dirige e, também, do Instituto Cabo-verdiana para Igualdade e Equidade de Género (ICIEG)

“É uma marcha para pôr fim a todo o tipo de violência contra mulheres e meninas. Vamos reunir para chamar a atenção da sociedade para esta responsabilidade que é de todos nós. Pedimos a todos que se vestem de preto em sinal de luto”, disse Vicenta Fernandes.

Ainda segundo a mesma fonte, a marcha terá o percurso Fazenda-Avenida Amílcar Cabral-Praça do Platô.

Na Praça do Platô haverá, apontou Vicenta Fernandes, um minuto de silêncio em homenagem a todas as mulheres vítimas de violência, seguido de uma corrente de oração.

Pretende-se ainda laçar dois pombos brancos para simbolizar a paz.

“Queremos dar ‘um basta’ a essa forma cruel de violência. A nossa sociedade quer paz”, completou a mesma fonte.

Ultimamente o país registou vários casos de homens que mataram suas ex-companheiras.

O último caso aconteceu no domingo, 16, em que um homem matou a ex-companheira e cometeu suicídio ao pular de um prédio, em Achada Grande Frente, na Cidade da Praia.

Ainda na semana passada um outro indivíduo matou a ex-companheira à facada na localidade de Alto São João, ilha do Sal, e tentou suicidar-se logo de seguida, atirando-se contra uma viatura, tentativa frustrada, mas que resultou em ferimentos numa perna do homem.

Em declarações à Inforpress, o psicólogo Nilson Mendes disse hoje que o feminicídio é o “capítulo final de um histórico de violência”, por isso defendeu que a mulher deve interromper este ciclo de agressões, físicas ou verbais, “o quanto antes”.

Aquela fonte afirmou que o ciclo, geralmente, começa com a humilhação e desclassificação da mulher.

“E pode progredir para a violência física. O homem que agrediu uma vez, a chance de voltar a ter um comportamento violento é grande”, acrescentou, adiantando que “a violência contra a mulher tem uma expressão preocupante para o país”.

Segundo disse aquele especialista, em quase todos os casos de feminicídio o homem faz ameaças prévias.

Inforpress

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