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“Caso Khashoggi”: “Matérias tóxicas” encontradas no Consulado Saudita em Istambul

Os investigadores turcos encontraram vestígios de “matérias tóxicas” no consulado da Arábia Saudita em Istambul, onde desapareceu o jornalista da Arábia Saudita, Jamal Khashoggi.

Os meios de comunicação social citam o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que falou com um grupo de jornalistas a quem disse, segundo as notícias, que foram encontradas “matérias tóxicas” no Consulado Saudita em Istambul (na Turquia).

O tipo de vestígios alegadamente encontrados não foi especificado.

As autoridades turcas acreditam que Khashoggi foi morto, tendo o cadáver sido esquartejado, no interior do Consulado e transportado de avião para a Arábia Saudita.

Médicos legistas acompanhados de técnicos de Medicina forense estiveram, terça-feira, 16, no edifício do Consulado onde procederam à recolha de eventuais vestígios do alegado assassinato.

De acordo com fontes sauditas, a residência do cônsul, a pouco mais de dois quilómetros do Consulado, vai também ser alvo de buscas por parte das autoridades policiais turcas.

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, encontrou-se, terça-feira, 16, em Riade, com o Rei Salman (da Arábia Saudita), durante o qual falaram sobre o desaparecimento do jornalista.

A porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Heather Nauert, escreveu na rede social “Twitter” que Pompeo agradeceu ao Rei Salman a conversa que mantiveram sobre assuntos regionais e bilaterais, assim como o seu “compromisso de apoiar uma investigação completa, transparente e oportuna” sobre o desaparecimento de Khashoggi.

Jamal Khashoggi desapareceu, no dia 2 de Outubro, depois de ter entrado no Consulado Saudita, em Istambul, onde pretendia obter um documento para poder casar-se com uma cidadã turca.

De acordo com uma notícia difundida pela estação de televisão CNN, os sauditas devem admitir que o crime ocorreu, mas vão negar que o Rei ou o Príncipe tenham ordenado o assassinato.

O jornal “New York Times” noticiou que o Tribunal Real Saudita deve sugerir que um responsável dos serviços secretos de Riade – amigo do Príncipe Mohammed – levou a cabo o crime.

Segundo o “New York Times”, o Príncipe aprovou o interrogatório e a transferência de Khashoggi para a Arábia Saudita, mas que os operacionais foram “tragicamente incompetentes”.

Khashoggi escreveu várias vezes no “Washington Post” textos em que criticou, abertamente, o envolvimento da Arábia Saudita no conflito do Iémen, o recente conflito diplomático com o Canadá e a prisão de mulheres sauditas, activistas de direitos humanos, mesmo depois de ter sido decretada o direito às mulheres sobre a condução de automóveis.

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