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Migrações em massa do Mali para o Níger podem agravar crise alimentar

A organização não-governamental (ONG) Acção Contra a Fome alerta que o movimento maciço de população do Norte do Mali para o Níger ameaça agravar a crise alimentar que se vive no país.

Os confrontos entre grupos tuaregues no Norte do Mali têm-se intensificado desde Abril e a região nigerina de Tahoua, na zona de fronteira com o Mali, foi forçada a acolher um elevado número de refugiados, disse a ONG em comunicado.

Estes movimentos, que levaram a um aumento “desproporcionado” da população, num curto espaço de tempo, coincidem com o período de escassez que a região do Sahel enfrenta entre Junho e Outubro e a consequente redução das reservas alimentares.

Os conflitos étnicos entre os peul (pastores nómadas) e os bambara (agricultores sedentários) são frequentes nos dois países.

“Alguns pastores colocam o consumo de água dos seus rebanhos acima das suas próprias necessidades”, acrescenta a ONG, que considera fundamental “garantir a qualidade da água para consumo humano” na área.

Em Agando, Sudoeste do Níger e um dos principais centros de refugiados oriundos do Mali, a Acção Contra a Fome já interveio em 595 residências, desinfectando poços e distribuindo “kits” de higiene.

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