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Política

Sair da Cimeira com compromissos sobre circulação das pessoas seria melhor prenda para a comunidade – PR

O Presidente da República considerou que se a Cimeira da CPLP alcançar compromissos “sérios, firmes e consensualizados” de, a curto prazo, ter “ganhos visíveis” na circulação das pessoas esta seria a melhor prenda de anos da comunidade.

Jorge Carlos Fonseca, que falava na noite de domingo à imprensa à sua chegada à Santa Maria, Ilha do Sal, palco da Cimeira da CPLP, referia-se ao aniversário da Comunidade de Países de Língua Portuguesa que, esta terça-feira, completa 22 anos de existência.

E é por isso, sublinhou, que Cabo Verde chega à Cimeira com “expectativas altas, mas com realismo”, como país organizador e que também “aposta muito” na CPLP.

A marca de Cabo Verde, em matéria de mobilidade e circulação das pessoas na comunidade, di-lo o chefe de Estado, tem sido “optimismo e ambição”, mas com “o sentido das realidades”.

“Não creio que o ponto de partida deva ser a ambição, pois ela deve ter em conta aquilo que é possível, mas nós devemos nos empenharmos com determinação e engenho criativo para que a meta que pretendemos seja atingida progressivamente”, acrescentou Jorge Carlos Fonseca.

Até porque, ajuntou, na questão da mobilidade é errado pensar-se que com a presidência cabo-verdiana será possível a circulação livre, plena, na CPLP.

“Esta é a meta última, mas vamos apresentar e trabalhar para que, tendo em conta condicionamentos de cada um dos países, ter objectivos gradualistas”, clarificou, sublinhado ser normal um país que organiza a Cimeria, como Cabo Verde, pretender, em dois anos, ter ganhos em matéria de mobilidade.

Ademais, é desejo de Cabo Verde que a circulação e a mobilidade, “que já é um facto” na CPLP, “funcione melhor, de forma mais alargada e não apenas facilitada”.

“Pelo menos em certos segmentos como estudantes, professores, empresários, artistas, músicos, escritores e outros, não haja apenas facilitação na circulação de visto, que haja a tendência para a livre circulação”, concretizou.

E é por isso, concluiu, que Cabo Verde vá propor na Cimeira a ideia de um mercado comum de bens culturais a nível da música, das artes plásticas e dos produtores de literatura, que haja circulação de bens, matérias, produções, mas também de agentes culturais, o que pode funcionar como “uma espécie de teste”.

“Isto revela realismo e prudência mas também uma perspectiva de ambição”, reforçou.

Ainda sobre a antevisão da Cimeira, Jorge Carlos Fonseca disse ter constatado “elevadas expectativas” do ponto de vista das opiniões públicas dos diversos Estados-membros e sentido crítico, já que estão na agenda da reunião do Sal temas como circulação de pessoas e bens, cooperação técnica e empresarial e economia do mar, ao que se acresce um número crescente de pedidos de Estados e instituições como observadores associados.

“São sinais positivos de que a organização comunitária é apetecível, suscita interesse e a crítica das opiniões públicas e dos cidadãos”, concluiu.

A Cimeira dos Chefes de Estado e do Governo da CPLP, que arranca esta terça-feira, foi precedida de vários encontros técnicos e multilaterais com temas diversos.

Para esta segunda-feira, prevê-se a realização do Conselho de Ministros que analisará os assuntos que depois serão levados à Cimeira, que tem como tema central “Cultura Pessoas e Mobilidade».

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) é integrada por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

Para além dos membros a organização tem como observadores associados países como a Geórgia, a Hungria, o Japão, a República Checa, a República Eslovaca, a República das Maurícias, a República da Namíbia, a República do Senegal, a República da Turquia e o Uruguai.

Inforpress

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