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Sociedade

Inforpress aceita pedido de demissão da Directora de Informação e solicita abertura de inquérito à ARC

Na sequência do pedido de demissão da Directora de informação da agência de notícias Inforpress, Sandra Inês Cruz, a Administração da agência solicitou a abertura de uma inquérito junto da Autoridade Reguladora para a Comunicação Social (ARC), com o propósito de apurar “cabalmente”, as alegações feitas.

Sandra Inês Cruz colocou o cargo à disposição em carta dirigida, esta semana, à Gestora Única, Jacqueline de Carvalho, e aos trabalhadores da empresa. A decisão tem por base alegadas tentativas de intromissão da direcção de administração nas actividades da redação da agência. “Sem a confiança de quem me contratou não posso exercer estas funções”, desabafa.

Na mesma carta Inês Cruz revela, entre outros pontos, a “pressão” e “intromissão” de terceiros para que, independentemente do seu parecer, se envie jornalistas da Inforpress para a cobertura de actos “sem utilidade alguma”, ao arrepio das normas jornalísticas. Para ela, a qualidade não é, “assumidamente”, uma das metas da actual administração da agência noticiosa.

“Há tentativas desenfreadas para que acelere a produção de novos conteúdos, ainda que os mesmos não cheguem a ter uma boa qualidade. Trata-se, sobretudo, de uma contínua interferência em matérias que são – e tem de ser – da exclusiva competência da redação e da direção de informação”, refere.

Entretanto, em nota de imprensa, a Gestora Executiva da Inforpress, Jacqueline Carvalho, diz que tais alegações “não correspondem à verdade, mas que, no limite, podem gerar ruídos e percepções erradas, colocando em causa os pressupostos essenciais do nosso trabalho enquanto Agência de informação – rigor, imparcialidade e isenção”.

Jacqueline Carvalho afirma que, apesar desta situação, a Administração irá aguardar “serenamente”, a conclusão do inquérito. “Iremos continuar o nosso trabalho diário no reforço da centralidade da Inforpress, enquanto agência de informação, agente relevante na consolidação do nosso processo democrático e desenvolvimento do país”, assegura.

Entretanto, para cobrir o vazio deixado por Sandra Inês Cruz acaba de ser indigitada o jornalista Dulcineia Ramos, quadro da mesma agência, uma solução, ao que consta, por enquanto “provisória” até que tudo se resolva.

ACN

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