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Espanha: Justiça quer que Suíça extradite Puigdemont

O Ministério Público espanhol pediu ao Ministério da Administração Interna para consultar a Suíça sobre a possibilidade de deter e extraditar Carles Puigdemont, que pretende viajar para este país, no próximo domingo, 18.

Segundo a agência EFE, o procurador-geral solicitou que, em colaboração com a Interpol, se façam “as gestões necessárias com as autoridades competentes da Suíça, com o fim de determinar a viabilidade da detenção dos fugitivos e de os reclamar para efeitos da sua extradição”.

Esta possibilidade de detenção e extradição não se refere apenas ao ex-presidente do Governo catalão, Carles Puigdemont, refugiado em Bruxelas, desde Outubro de 2017, e que agora pretende deslocar-se à Suíça, para fazer uma intervenção pública.

Também estão incluídos no pedido de consulta, a ex-conselheira (ministra regional) catalã Meritxell Serret, uma das pessoas que acompanhou Puigdemont na fuga para a Bélgica, e a dirigente do partido Candidatura de Unidade Popular (extrema-esquerda anti-sistema) Anna Gabriel, refugiada em Genebra (Suíça).

O Governo suíço sublinhou, em Fevereiro ultimo, que rejeitaria um eventual pedido de extradição de Anna Gabriel, porque os crimes de “natureza política” não são abrangidos pelo Código Penal helvético.

O Tribunal Supremo tem evitado, até agora, fazer o pedido de extradição da Suíça e da Bélgica, onde reside Puigdemont e mais três ex-conselheiros catalães.

Carles Puigdemont pretende participar, este domingo, 18, num debate sobre a independência da Catalunha, no Festival de Cinema e no Fórum Internacional sobre os Direitos Humanos de Genebra, segundo anunciou a organização.

Vários políticos independentistas catalães estão a ser investigados por suspeitas de terem cometido delitos de rebelião, sedição e peculato durante o processo de independência da Catalunha.

Esse processo foi interrompido em 27 de Outubro de 2017, quando o Governo central espanhol decidiu intervir na Comunidade Autónoma, nomeadamente, através da dissolução do Parlamento regional, da destituição do executivo regional e da convocação de eleições regionais, que se realizaram a 21 de Dezembro último.

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