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Ásia: Myanmar acorda com Bangladesh realojamento de milhares de rohingyas

Myanmar assumiu um acordo com o Bangladesh para realojar mais de seis mil muçulmanos “rohingya”, que permanecem em acampamentos na fronteira entre os dois países, depois de terem fugido à onda de violência no estado de Rakhine.
Este compromisso inscreve-se no acordo assinado entre os dois países, em 23 de Novembro do ano passado, para, num prazo de dois meses, proceder ao repatriamento de cerca de 700 mil “rohingyas”, refugiados desde Agosto na fronteira com o Bangladesh, depois dos assassínios em massa, alegadamente perpetrados pelas forças de segurança de Myanmar (antiga Birmânia).
O acordo agora celebrado entre Myanmar e Bangladesh contempla apenas o realojamento de seis mil “rohingyas”, uma vez que o repatriamento de centenas de milhares de outros foi adiado, devido a preocupações com a segurança no retorno a território da antiga Birmânia.
Os mais de 680 mil “rohingyas” fugiram para a fronteira de Tombru, na tentativa de entrar no Bangladesh, mas as autoridades deste país vizinho de Myanmar negaram-lhes a entrada.
O actual êxodo dos “rohingyas” teve início em meados de Agosto, quando foi lançada uma operação militar do exército de Myanmar contra o movimento rebelde Exército de Salvação do Estado Rohingya, devido a ataques da rebelião a postos militares e policiais.
Esta campanha de repressão do exército birmanês já foi classificada pela ONU como uma limpeza étnica e como uma das crises humanitárias mais graves do início do século XXI.
Esta crise desencadeou uma vaga de críticas à líder de facto de Myanmar, Aung San Suu Kyi. A Nobel da Paz (1991) foi acusada de ter esquecido os Direitos Humanos e de ter minimizado a situação denunciada pelas vítimas.

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