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Cultura

Santa Catarina: Jovem prepara documentário sobre as revoltas de camponeses

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Em conversa com o A NAÇÃO, Eliezer Borges, professor de inglês em Santa Catarina, conta que depois de ler “As Revoltas”, de Eduardo Camilo Pereira, lançado em 2014, e de conversar com o autor e outras pessoas, surgiu-lhe a ideia de fazer um documentário que possa ser utilizado como material didáctico e um arquivo digital.

“Entendi que este livro, trabalhado em formato de audiovisual, a sua propagação vai ser maior, uma vez que há possibilidade de haver legendas em português, francês, inglês e outras línguas. E, assim, um vasto público poderá ter acesso à história das revoltas em Santiago em formato de audiovisual. Portanto vai ser um trabalho mais abrangente”, explica.

Por outro lado, Eliezer Borges adianta que, da sua experiência profissional, no ensino secundário, constatou a necessidade de haver um trabalho do género digitalizado. “Enquanto académico e professor, deparei que nas nossas escolas ensina-se muito as revoluções que aconteceram na Europa, mas pouco ou nada se fala das revoltas que aconteceram em Cabo Verde, particularmente em Santiago, e, quando se fala, faz-se de uma forma superficial. Notei também que há uma subvalorização de todo o esforço e trabalho que os nossos antepassados tiveram de fazer para estarmos a viver num país livre e democrático. Temos uma dívida com os nossos antepassados que não é louvada”.

O nosso entrevistado adianta, entretanto, que produção do documentário sobre “As Revoltas” é a forma de dar o seu contributo para a preservação e a divulgação da história de Cabo Verde. “Este trabalho, quando estiver pronto, para além de estar disponível nas plataformas digitais, designadamente ‘You Tube’, será exibido nos centros culturais, cinemas, liceus e universidades; os professores, se quiserem, poderão também utilizar este material nas aulas de história e cultura cabo-verdiana, aproveitando assim as potencialidades das novas tecnologias de informação e comunicação disponíveis nas instituições de ensino, nomeadamente projectores e telemóveis dos alunos”. 

Além disso, salienta também, “o documentário vai trazer elementos novos sobre a história das revoltas”. Isso porque o autor do livro “descobriu dados novos relacionadas com as revoltas, e que vão ser publicadas numa próxima edição do livro”.

SM

( Leia mais no jornal da edição – 540 de 4 a 10 de Janeiro de 2018 )

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