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Venezuela fecha fronteiras aéreas e marítimas com as Antilhas holandesas

 O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ordenou o fecho das fronteiras aéreas e marítimas com as Antilhas holandesas de Aruba, Curaçau e Bonaire, durante os próximos dias.

“Ordenei a imediata tomada de todos os portos e aeroportos por onde nos comunicamos e onde se fazem trabalhos de intercâmbios comercial e de passageiros com Aruba, Curaçau e Bonaire”, disse.

Nicolás Maduro falava durante um Conselho de Ministros, no Palácio Presidencial de Miraflores, transmitido pela televisão estatal venezuelana.

A medida, anunciada pelo Presidente da Venezuela, tem lugar depois de várias denúncias sobre o alegado contrabando de cabos de telecomunicações, de electricidade e outros produtos, desde a Península de Paraguaná (centro Norte da Venezuela, o ponto mais perto daquelas ilhas), para aquelas ilhas.

Durante o anúncio, o Chefe de Estado explicou que desde há três anos tem “exigido” às autoridades daquelas ilhas que tomem medidas para combater o contrabando de “oro, ‘coltan’ (um mineral), diamante, cobre e produtos alimentares”.

Por outro lado, anunciou, também, que instruiu o vice-presidente venezuelano, Tareck El Aissami, e o ministro de Relações Exteriores, Jorge Arreaza, para iniciarem conversações com os chefes de Governo das Antilhas, para “estabelecer um mecanismo de comércio e intercâmbio são”.

Nesse sentido, ordenou às Forças Armadas Venezuelanas que activem a “Operação Sentinela”, para estabelecer mecanismos de vigilância e combater o contrabando entre a Venezuela e as Antilhas.

A Venezuela encerrou, por várias ocasiões, desde 2014, as fronteiras com a Colômbia e o Brasil, justificando a medida com o contrabando de combustível e de bens de primeira necessidade e, em dezembro de 2016, voltou a fazê-lo para evitar o contrabando de notas, as quais estariam a ser desviadas por máfias que procuravam desestabilizar a economia venezuelana, segundo o Governo.

Na Venezuela são frequentes as queixas da população relativamente às dificuldades em conseguir produtos do cabaz básico alimentar e medicamentos, que escasseiam no mercado local.

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