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Economia

José Maria Neves reitera que há uma retoma “clara” da economia em Cabo Verde

O primeiro-ministro, José Maria Neves, reiterou hoje que há uma retoma “clara” da economia em Cabo Verde que, conforme adiantou, pode ser evidenciada pela vida e pelo pulsar económico do país e das empresas.
O chefe do Governo, que falava aos jornalistas momentos antes de presidir à 3ª reunião do Conselho Nacional do Desenvolvimento Empresarial (CNDE), apontou os vários investimentos públicos e privados em curso especialmente nas ilhas do Sal, Boa Vista e Santiago e do crescimento do turismo para contrariar os dados estatísticos.
“Os hotéis estão todos lotados até Verão. De modo que as coisas estão a funcionar e há uma retoma clara da economia. Só que essas questões não se reflectem imediatamente em termos estatísticos, mas pela vida e pelo pulsar económico do país e das empresas a economia já está claramente em retoma.
José Maria Neves admite que ainda há crise nos sectores da construção civil e da imobiliária, algo que, segundo disse, acontece como em todo mundo, mas adiantou que há outras empresas que estão a funcionar, havendo outras novas a serem criadas.
“As dificuldades estão na área da imobiliária turística que sofreram muito com a crise, mas não se pode dizer que há problemas no funcionamento da economia ou na economia no geral por causa de uma dificuldade. Temos de ver globalmente o pulsar da economia do país”, sublinhou.
Durante a 3ª reunião do CNDE vai-se avaliar os trabalhos que vêm sendo realizados no quadro do Programa Mudar para Competir. Para já adiantou que todas as medidas consensualizadas na última reunião, realizada em Abril, já foram realizadas e estão em implementação.
De entre essas medidas o primeiro-ministro apontou a revisão do código dos benefícios fiscais, a implementação do regime especial do micro e pequenas empresas, a profunda revisão da Agência Cabo-verdiana de Investimentos (ACI).
Falou da criação de uma nova agência que se responsabiliza pelo turismo e investimento de Cabo Verde (ATIC) e da aprovação pelo Parlamento do regime de insolvência e recuperação de empresas, o que, conforme disse, era um “handicap” de Cabo Verde no quadro do ambiente de negócios.
“De modo que as medidas comprometidas na última reunião já estão sendo realizadas e implementadas. Há que criar condições para que esta parceria entre o sector público e privado possa aprofundar-se e designadamente discutirmos novos mecanismos que estão sobre mesas para garantir melhor financiamento do sector privado”, disse o chefe do Governo.
No que se refere ao regime das pequenas e médias empresas, salientou que já há varias empresas que estão a cadastrar-se, como pequenas e médias empresas fruto dos benefícios que esse regime confere a essa classe empresarial.
“Aqui há uma redução substancial dos impostos, há a isenção dos impostos em sede do IUR durante os dois primeiros anos de financiamento, há o monotributo, que é uma inovação em termos de relacionamento do Estado com as empresas”, apontou.
Fonte: Lusa

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