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Política

PR diz que Rendimento Médio tem de ter impacto nas populações

O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, disse este sábado que o estatuto de País de Rendimento Médio tem de ter impacto na vida das populações, defendendo que é preciso criar mais e distribuir melhor a riqueza.
Numa mensagem alusiva ao Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, Jorge Carlos Fonseca acrescentou que só assim se pode aspirar a “manter viva a utopia da erradicação da pobreza”.
“A nossa luta precisa de se preocupar, em primeiro lugar, em manter a pobreza em nível suportável, bem acima do convencionado como limiar da pobreza. É que nem podia ser de outro modo: bem ou mal, Cabo Verde está classificado como País de Rendimento Médio, sendo que um tal estatuto deve ter impactos na vida das pessoas”, disse o chefe de Estado.
“A utopia da erradicação da pobreza deve ser uma espécie de bússola na nossa luta, o plano para onde tentaremos galgar, a cenoura na ponta da vara em direção à qual correremos. O facto de a cenoura e a vara continuarem aparentemente inalcançáveis não pode servir de desculpa para nos desmobilizarmos”, acrescentou.
De acordo com Jorge Carlos Fonseca, para ser possível uma maior aproximação a este objetivo é necessário melhorar a produtividade e a competitividade das empresas nacionais, fortalecer a economia e criar mais empregos.
O chefe de Estado defendeu ainda a existência de políticas de redistribuição dos rendimentos, “justas e equânimes”, que permitam “a instalação de um saudável ambiente de justiça social”, bem como o reforço da “solidariedade em relação aos segmentos mais desfavorecidos da população”.
Cabo Verde passou em 2008 à categoria de país de rendimento médio, com um PIB ‘per capita’ na ordem dos 3.700 dólares (cerca de 3.260 euros), segundo dados de 2013.
O país conseguiu reduzir substancialmente a pobreza e, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), “está a um ponto” de alcançar o objetivo de redução para metade da pobreza extrema.
“Num contexto de crise económica muito acentuada e marcado pelo efeito das mudanças climáticas, devemos reconhecer que os sucessivos governos de Cabo Verde promoveram importantes esforços para permitir a redução da pobreza para metade, por isso, esse objetivo está quase atingido, ou seja, estamos a um ponto de atingir o mesmo”, disse o representante da FAO em Cabo Verde Rémi Nono Womdim, citado pela agência cabo-verdiana de notícias Inforpress.
O responsável da FAO adiantou que no início da implementação dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) havia cerca de 40 por cento de pessoas “extremamente pobres” em Cabo Verde e neste momento este número foi reduzido para 24 por cento.
Também citado pela Inforpress, o coordenador do Programa Nacional de Luta contra a Pobreza (PNLP), Ramiro Azevedo, adiantou que o índice de pobreza global está entre 21% e 22% em Cabo Verde, ultrapassando os 24%, meta proposta nos ODM.

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