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Política

Carlos Ramos inviabiliza aprovação de instrumentos de gestão da Câmara Municipal de Ribeira Brava para 2016

O deputado do PAICV e presidente da Assembleia Municipal da Ribeira Brava, São Nicolau, Carlos Ramos inviabilizou esta sexta-feira a aprovação do plano de actividades e orçamento da Câmara Municipal da Ribeira Brava para 2016.
Ao exercer o direito que o regimento lhe confere na qualidade de presidente da Assembleia Municipal, de poder não votar, Carlos Ramos permitiu que houvesse um empate (seis votos favoráveis do PAICV e seis contra do MpD), na votação do plano de actividades, o que levou o presidente da Câmara Municipal, Américo Nascimento a retirar a proposta de orçamento.
Em declarações por telefone à Inforpress o eleito do PAICV disse que agiu desta forma por considerar que já não deve “lealdade política” ao edil de Ribeira Brava, por este ter decidido e declarado que vai liderar as listas do PAICV por São Nicolau, nas eleições legislativas, sem o comunicar e sem comunicar o sector do partido, que ele preside, e que demitiu-se recentemente.
“O presidente não votou por entender que neste momento não tem lealdade política para com o presidente do executivo municipal. Acabando a lealdade política não faz sentido viabilizar os instrumentos de gestão do executivo municipal”, explicou.
Entretanto esclareceu que o regimento da Assembleia Municipal prevê que em caso de empate nas votações dos instrumentos de gestão, deve ser convocada em regime de urgência uma nova sessão para discutir a matéria.
Questionado se nessa nova sessão vai ausentar-se ou votar favorável para viabilizar a aprovação dos instrumentos de gestão da edilidade de Ribeira Brava para 2016, Carlos Ramos disse que “tudo vai depender daquilo que acontecer nos próximos dias”.
O eleito nacional e municipal deixou bem claro que esse foi o “troco” dado a Américo Nascimento por este querer tomar o lugar que é dele neste momento, que é cargo de deputado nacional.
“O presidente da Assembleia Municipal entende que a lealdade é recíproca…No entanto o presidente da Câmara Municipal resolve assumir-se como candidato às eleições legislativas e nunca comunicou ao presidente da Assembleia Nacional, que sustentou a Câmara por oito anos consecutivos, que pretende ocupar o cargo político que ele ocupa”, disse.
Carlos Ramos adiantou que não está a questionar a lealdade de Américo Nascimento em candidatar-se para deputado nacional, mas a sua reclamação tem a ver com a questão da comunicação.
“Bastava que o presidente da Câmara Municipal dissesse ao presidente da Assembleia Municipal que lhe sustenta a oito anos, que pretende o cargo político que ele ocupa”, acrescentou.
Carlos Ramos para além de deputado nacional, e presidente de Assembleia Municipal, era presidente do Conselho do Sector do PAICV na ilha de São Nicolau, de que demitiu-se por considerar que foi desrespeitado nesse “jogo” que, segundo disse, “não cumpriu minimamente aquilo que devia ser num processo de escolhas de cabeças de lista”.
A Assembleia Municipal de Ribeira Brava é composta por 13 eleitos, sendo sete do PAICV e seis do MpD.
Fonte: Inforpress

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