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Economia

MpD considera que o Estado está a sufocar as empresas das TIC

O Movimento para a Democracia (MpD- oposição) promoveu esta tarde uma conferência sobre as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), na Assembleia Nacional, com o coordenador a considerar que o Estado está a sufocar as empresas do ramo.
No seu enquadramento desta conferência, sob o lema “Uma alavanca no processo de desenvolvimento de Cabo Verde”, o engenheiro Carlos Monteiro disse que este colóquio se insere na estratégia do MpD, com vista a preparação do seu programa do Governo “alinhado com a sociedade”.
Reconhece que em Cabo Verde houve ganhos nos últimos anos neste sector, “que iniciou com a privatização das telecomunicações e que permitiu ao país estar ligado ao mundo”, mas que torna-se importante esta separação do Estado do sector privado.
Carlos Monteiro considera que as TIC poderão traduzir-se numa área “muito relevante” para Cabo Verde, alegando ser o “único sector do país” com o qual se pode competir de igual para igual com outras partes do mundo, porquanto não depende de matéria-prima e dos recursos naturais.
“As TIC baseiam-se nos recursos humanos, essencialmente se temos o país bem encaminhando com as políticas correctas e bem estruturadas”, atestou Carlos Monteiro para quem se trata de um sector aberto ao mundo.
Disse que o Núcleo Operacional da Sociedade de Informação (NOSI) tem sido o motor catalisador desta área, mas que as TIC neste momento estão a passar por um grande impasse em Cabo Verde, alegando que o sector privado está a sentir fragilizado, face a alguma concorrência do próprio Estado.
A conferência teve como oradores, técnicos referenciados como especialistas com muita experiência nesta área, designadamente o director-geral da Sociedade Interbancária e Sistemas de Pagamentos, SISP, António Graça, o empresário da empresa de telecomunicações Nuno Levy e o engenheiro Isaías Barreto (mediante via skipe, directamente de Abuja, Nigéria.)
Na sua explanação, Nuno Levy foi peremptório ao reivindicar maior desafio em termos de leis de financiamento para o desenvolvimento do sector, ao mesmo tempo que exorta mesmo para a criação de uma cultura de ciber-segurança
Para o engenheiro António Graça, falta ao país o ambiente de negócio tecnológico, neste sector que “gere milhões”, assegurando mesmo que que isto implica uma mudança profunda.
Fonte: Inforpress

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