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Sociedade

Agentes prisionais denunciam insegurança nas cadeias e anteveem acontecimentos desagraveis

Os agentes prisionais consideram-se abandonados à sua sorte e dizem temer pela sua segurança nas cadeias civis de Cabo Verde, antevendo “acontecimentos desagradáveis” nos próximos tempos “nunca dantes ocorridos” nos estabelecimentos prisionais do país.
O alerta foi dado hoje pela Associação dos Agentes e Seguranças Prisionais (AASP), na Cidade da Praia, em conferência de imprensa promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores do Comércio e Serviços (STCS).
“Qualquer destes dias podemos ter situações nas cadeias civis de Cabo Verde que deixarão a sociedade preocupada. Estamos em crer que vai haver surpresas desagradáveis, sobretudo na Cadeia Central da Praia. Os agentes estão a transmitir sentimento de insegurança”, advertiu o presidente da AASP, Claudino Tavares.
Opinião corroborada pelo vice-presidente desta Associação, Alcindo Gonçalves, para quem, as cadeias centrais estão sobrelotadas, com agentes prisionais mal equipados e a abandonarem a profissão, e com reclusos a serem transportados em viaturas privadas e sem mínimas condições de segurança.
Alcindo Gonçalves afiança mesmo que a situação no sistema prisional em Cabo Verde “é deveras preocupante no que toca a segurança dos reclusos, dos visitantes, dos técnicos sociais e dos próprios agentes”.
O presidente da STCS, João Mette, acusou o Ministério da Justiça de sequer ter tomado “as devidas considerações” face a fuga do presidiário, em Janeiro deste ano, que culminou com a morte do recluso, para dar maior atenção na problemática da segurança prisional.
O sindicalista recorda que estas preocupações já foram comunicadas à instituições como o Provedor da Justiça, a Comissão Nacional para os Direitos Humanos e Cidadania (CNDHC), alegando que a segurança prisional “é preocupante” e que a situação “está sob um barril de pólvora que pode explodir a qualquer momento”.
De resto, afirmou que os agentes prisionais estão mal trajados, situação que arrasta e que “em nada dignifique a classe”, ao mesmo tempo que acusa o ministro da Justiça, José Carlos Correia, da tentativa de instruir os sindicados e as associações da classe.
Fonte: Inforpress

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