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Política

PR apela para o diálogo entre Governo e Polícia Judiciária

O Presidente da Republica, Jorge Carlos Fonseca, apelou esta segunda-feira para o consenso entre a Polícia Judiciária e o Governo depois da ameaça de demissão em bloco daquela força policial e da troca de acusações entre sindicatos e tutela.
“O que o Presidente da República pode fazer é apelar e exortar para que a partes possam encontrar-se para dialogar e procurar uma forma de solução que possa satisfazer toda a gente”, disse Jorge Carlos Fonseca, citado pela agência cabo-verdiana Inforpress.
O Presidente da República, que falava aos jornalistas à margem de uma visita de três dias ao concelho de Santa Catarina, interior da ilha de Santiago, assinalou a importância de “encontrar rapidamente” formas de diálogo, sublinhando que a Polícia Judiciária “não é uma instituição qualquer”.
“É uma instituição com muita responsabilidade num sector que é crucial pelo momento que o país vive”, acrescentou.
A Polícia Judiciária reclama entre outras questões aumentos salariais e um novo estatuto, tendo realizado já este ano duas greves de 48 horas, a última das quais no início deste mês.
Em cima da mesa está agora uma ameaça de demissão em bloco dos cerca de 200 agentes da PJ, já no final do mês.
Questionado sobre este cenário, Jorge Carlos Fonseca, reafirmou que “augura, apela e espera que haja soluções de entendimento rapidamente”.
Na semana passada, a polémica subiu de tom com o presidente da Confederação Cabo-Verdiana dos Sindicatos Livres (CCSL), onde está o sindicato representativo da Polícia Judiciária, a acusar o Ministro da Justiça, José Carlos Correia, de, ao não atender às reivindicações da PJ, estar a contribuir para o aumento da criminalidade organizada em Cabo Verde.
Na resposta, José Carlos Correia apresentou na semana passada uma queixa-crime contra José Manuel Vaz e a CCSL, alegando que foi ofendido na sua honra pessoal e na função que exerce no executivo cabo-verdiano.
Na altura, o governante apelou ainda à calma, referindo que o Governo está a trabalhar para resolver as reivindicações das classes profissionais.
Já hoje José Manuel Vaz reafirmou as acusações, pedindo a demissão do ministro, considerando que “não serve” para o cargo.

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