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Política

Muito do que se cumpriu deve-se a Portugal – José Maria Neves

Portugal tem sido, desde a proclamação da independência, em 1975, o principal parceiro do desenvolvimento de Cabo Verde, cujos ganhos têm o “selo da excelência das relações” entre os dois países, afirmou hoje o primeiro-ministro cabo-verdiano.
José Maria Neves falava na conferência de imprensa conjunta que se seguiu à visita de cortesia feita pelo seu homólogo português, Pedro Passos Coelho, convidado pelo chefe do executivo cabo-verdiano para participar nos atos oficiais das cerimónias do 40.º aniversário da independência de Cabo Verde, que hoje se celebra.
“Muito do que cumprimos nestes 40 anos tem o selo da excelência das relações entre os nossos dois países. A presença do primeiro-ministro português é, para nós, um grande gesto que nos toca muito fundo”, destacou Neves, ladeado por Passos Coelho.
“Portugal, desde 05 de julho de 1975, no momento em que assinámos o primeiro acordo de cooperação entre os dois países, tem sido o principal parceiro de desenvolvimento e de transformação de Cabo Verde em domínios muito sensíveis e muito importantes para o desenvolvimento para o nosso país”, sublinhou.
O primeiro-ministro cabo-verdiano apontou, depois, as áreas de cooperação portuguesa no arquipélago, transversais a todos os setores do país, e destacou, nos últimos anos, a “importante” linha de crédito (200 milhões de euros), com juros bonificados.
“(A linha de crédito) tem permitido a Cabo Verde modernizar as infraestruturas (aeroportos, portos, estradas, barragens e habitação) e construir as bases para o nosso crescimento e para a nossa competitividade”, realçou Neves, primeiro-ministro cabo-verdiano desde 2001.
“Cumprimos Cabo Verde nestes 40 anos. Tivemos uma trajetória de sucesso. Cabo Verde é hoje um país independente, livre, democrático, prestes a cumprir todos os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) e as suas metas associadas, que projeta o seu desenvolvimento no horizonte de 2030”, acrescentou.
No seu entender, Cabo Verde fez um percurso “a todos os títulos de sucesso”, constituindo uma “experiência positiva” em África, pelo que, agora, a ambição é continuar a crescer.
“Mas temos de dizer que tudo isto foi sustentado com uma grande solidariedade e um grande contributo de Portugal. Nos últimos anos, durante o Governo de Passos Coelho essas relações têm-se reforçado. Devo lembrar que já foram feitas duas cimeiras – Mindelo e Lisboa -, e com resultados muito positivos. Muito do que cumprimos nestes 40 anos tem o selo da excelência das relações entre os nossos dois países”, concluiu.

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