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Turismo

EXPOTUR 2015 arranca hoje no Sal: Tui e Thomas Cook participam pela primeira vez

A Feira Internacional de Turismo de Cabo Verde (EXPOTUR) 2015 arranca esta sexta-feira,19, no Sal e conta pela primeira vez com a presença dos grandes operadores internacionais que dominam o mercado, a Tui e Thomas Cook.
A estes juntam-se vários outros operadores que operam no Reino Unido, o maior mercado emissor de turistas para Cabo Verde. Outra das novidades deste ano, segundo Emanuel Almeida Director-geral do Turismo é a participação “forte” das autarquias, especialmente das câmaras de Santiago que se “uniram num só bloco para promover o destino”.
Os stands foram todos preenchidos e além de operadores e empresas do sector há uma forte componente de artesanato e produtos locais, como já vem sendo habitual.
Ao contrário do que chegou a ser avançado, a feira não será no complexo da Murdeira, mas sim, de novo, no Vila Verde Resort, “porque as obras não ficaram prontas a tempo”, garante esse responsável.
Este ano o lema é “Sustentabilidade turística de Cabo Verde: responsabilidade e compromisso de todos”.
A EXPOTUR 2015 será realizada pela DGT em parceria com a FIC (Feira Internacional de Cabo Verde) e essa fonte garante que a tutela já foi verificar in loco, juntamente com o Presidente da FIC, José Martins, as condições do novo espaço para a realização daquela que é considerada uma das mais importantes feiras económicas do país.
As expectativas para o certame deste ano são grandes, sobretudo quando o lema aborda a polémica questão da sustentabilidade turística do país, chamando este ano à razão da “responsabilidade e compromisso de todos”.
A sustentabilidade, um lema actual e, de certa forma, recorrente, no arquipélago, que vai de encontro ao contexto de sector e destino sustentável, agregador e gerador de riqueza para o país e, em especial, para as suas gentes. Por isso mesmo, a pertinência de se começar a sensibilizar também a sociedade para o seu papel nesse processo de desenvolvimento turístico.
“A interpretação deste lema é atribuir responsabilidades partilhadas a todos os cabo-verdianos que estejam, ou não, agregados directamente ao sector do turismo. Isto porque é um sector transversal e queremos que todos assumam essa responsabilidade, que é contribuirmos todos para o sucesso e sustentabilidade do turismo em Cabo Verde”, defende Emanuel Almeida, director- geral do turismo.
Catalizador de negócios
O evento pretende uma vez mais promover e vender o destino Cabo Verde, mas também servir de montra e plataforma de dinamização de negócios e trocas de experiências e conhecimentos entre os diferentes players do sector a nível nacional e estrangeiro.
Ao contrário do que muitas vezes é propalado na sociedade, o desenvolvimento turístico, “não é só uma responsabilidade do Governo ou Estado”, como advoga esse responsável. “O turismo é um negócio e queremos que os privados e, em especialmente as comunidades locais e a população em geral assumam também a sua quota parte nesse processo e nessa corresponsabilização”, reforça.
Até porque, é preciso ter em conta que o turismo é considerado, actualmente, como o maior sector da economia cabo-verdiana, e aquele que já contribuiu com cerca de 24% para o PIB do país.
Razões que levam não só à necessidade de “responsabilização” de todos, mas também de atracção, cada vez mais, de investimentos no sector. Daí que esta VII Edição da EXPOTUR tenha também uma abordagem voltada para o aumento da participação internacional na feira.
“Temos sempre a garantia da presença de operadores internacionais que comercializam e promovem Cabo Verde lá fora. Mas queremos atrair mais”, avança Emanuel Almeida.
Assessoria externa
Este ano há já algumas garantias de uma forte presença da Comunidades de Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP). “Há um compromisso já estabelecido durante a reunião de pontos fulcrais, em Lisboa, no mês de Março, de contarmos com a presença de países da CPLP”, assegura.
A estratégia da DGT tem passado pela abertura e abordagem junto de países da CPLP que ainda não tenham conseguido estruturar a sua Feira de Turismo, para que possam participar e tirar as experiências e conhecimentos necessários para a montagem das suas feiras, como é o caso de São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau.
Neste momento Cabo Verde está inclusive a trabalhar em “estreita articulação” com São Tomé e Príncipe, assessorando esse país na criação da sua primeira feira de turismo. Mas há mais. “Há também já alguma troca de experiências e informações com Timor Leste e alguns contactos com a Guiné Bissau, que se mostra interessada que Cabo Verde venha a assessorar o país, que quer apostar também no turismo como um dos seus sectores de desenvolvimento”, conclui Emanuel Almeida.
Este ano haverá vários eventos paralelos como bolsas de contactos, música, e será apresentado o Sistema de Informação Partilhada do Turismo, e o projecto “Capesafety”, ambos da Câmara do Turismo de Cabo Verde.
Gisela Coelho

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