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Política

Zona do Memorial Amílcar Cabral não vai ser ocupada antes do 5 de Julho – autarca da Praia

O presidente da Câmara da Praia garantiu hoje que não se vai ocupar o mercado alternativo nas imediações do Memorial Amílcar Cabral antes do 5 de Julho, uma decisão que disse ter discutido com as entidades interessadas.
Ulisses Correia e Silva respondia ao primeiro-ministro, que considera que, em hipótese alguma, se deveria construir um mercado nesse espaço, “ainda que provisório”, salientando que José Maria Neves “está a partir de pressupostos errados”.
“Nós não vamos fazer a ocupação antes do 5 de Julho, este é um dado adquirido”, explicou o autarca, que informou ter chegado a esse entendimento com a Associação dos Combatentes da Liberdade da Pátria (ACOLP) e a Fundação Amílcar Cabral (FAC), devidamente representados.
Confrontado com o facto de as estruturas já estarem no local, admitiu que estas podem até servir para cobertura em caso de sol forte e não vê como é que aquilo que está lá possa perturbar, dado que não vai haver ocupação do espaço.
No seu entender, trata-se apenas de uma ocupação temporária, por três meses, no final dos quais as vendedeiras vão regressar ao mercado do Platô.
Lembrou, por outro lado, que há um compromisso firme para a construção da praça Amílcar Cabral nesse espaço, um projecto que está também a ser trabalhado com a Fundação do mesmo nome, com o conhecimento da ACOLP.
O objectivo é requalificar e dar toda a dignidade àquele espaço, afirmou para acrescentar que a Câmara também está, em parceria com a FAC, a procurar financiamento conjunto para o museu Amílcar Cabral.
Ao recordar que o Instituto do Património Cultural perdeu a causa referente ao pedido de embargo da obra no tribunal da Praia, Ulisses Correia e Silva realçou não reconhecer em nenhuma das instituições que se opuseram a esse projecto maior respeito por Amílcar Cabral do que a Câmara que lidera.
Tanto assim é que se propõe a reabilitar toda a envolvente do Memorial Amílcar Cabral, logo a seguir à ocupação temporária pelas vendedeiras do mercado do Platô, dando toda a dignidade que essa figura merece.
À pergunta se não havia um espaço alternativo para um mercado temporário na capital, o autarca disse: “não havia. A não ser que me apresentem um espaço nas proximidades”. Quanto ao estádio do Coco, informou que está ocupado com obras.
Desde Janeiro quando se conheceu a decisão da Câmara da Praia, muitas vozes têm protestado contra a medida, tendo, nos últimos dias, a filha de Amílcar Cabral Iva pedido que se retire a estátua do pai dessa zona.
O Instituto do Património Cultural também foi contra a medida e intentou uma acção no tribunal para embargar a obra, não tendo conseguido esse intento.
Fonte: Inforpress

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