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Política

Janira e Ulisses assumem embate partidário em Agosto

Os líderes do PAICV e do MpD devem deixar os respectivos cargos públicos, que exercem neste momento, até finais do próximo mês de Julho. Depois do debate sobre o Estado da Nação, tudo mudará de feição. Janira Hopffer Almada deixa o Governo e Ulisses Correia e Silva a Câmara Municipal da Praia.
Sem grandes palcos no Governo, por causa do protagonismo do Primeiro-Ministro, Janira Hopffer Almada (JHA), de acordo com uma fonte próxima do PAICV, vai mesmo deixar o Executivo para se dedicar por inteiro ao partido. A ideia é, com essa decisão, liderar todo o processo político-partidário com o objectivo de assegurar mais uma vitória tambarina nas próximas eleições legislativas, em 2016.
REMODELAÇÃO DEFRAUDADA
Ao que A NAÇÃO conseguiu saber, JHA está a ser aconselhada a deixar o Governo por parte da sua equipa desde que ganhou as eleições internas, em Dezembro passado. A ideia é que com essa saída do Executivo ela passe a dedicar-se exclusivamente ao partido antes do final deste Verão.
Aliás, foi a própria líder do PAICV, numa entrevista concedida a este semanário logo após a sua vitória nas directas do partido, que admitiu a possibilidade de deixar o Executivo para se dedicar às lides partidárias. Esta possibilidade torna-se, agora, mais evidente, depois de um longo compasso de espera sobre uma eventual remodelação que pudesse catapultá-la para um lugar de maior destaque no elenco governamental.
A remodelação não saiu e, por este andar, não vai sair, pelo menos nos moldes desejados pela nova líder do PAICV. Daí, conclui-se também, a alternativa de JHA assumir plenamente as rédeas do partido, acumulando, no entanto, as funções de deputada para as quais foi eleita em 2011.
Ainda que por pouco tempo (não mais que seis meses), o Parlamento será também um espaço importante para JHA fazer passar as suas mensagens e afirmar-se como candidata credível a Primeiro-Ministro em 2016.
CONTAS DE ULISSES
Quem não tem essa prerrogativa de deputado da Nação é Ulisses Correia e Silva (UCS), que, deixando o cargo de presidente da Câmara Municipal da Praia (CMP), terá que sobreviver às custas do próprio partido.
Correia e Silva disse há dias à comunicação social que já sabe quando deixará a CMP, guardando a informação para si, tendo para o efeito pronunciado o seu último discurso enquanto autarca há duas semanas, durante as festividades do município da Praia.
A NAÇÃO sabe, porém, que o líder do MpD sairá da presidência da CMP logo no início de Agosto, mas sem antes deixar de inaugurar um conjunto de obras, com realce para a asfaltagem da Achada de Santo António, ordenamento e embelezamento da zona de Quebra -Canela, com as quais conta capitalizar importantes votos.
Ao contrário de JHA, no MpD, Correia e Silva terá a difícil tarefa de acalmar uma certa franja no interior do partido, que lhe vem fazendo alguma oposição interna.
No recente congresso do PAICV, JHA constituiu os órgãos do partido à sua maneira, facilitando-lhe assim as coisas na hora de decidir quem é quem para as legislativas e para as autárquicas. Situação diferente tem UCS, que terá que lutar contra os interesses instalados no interior do MpD e de individualidades que não quererão sair da comodidade da cadeira de deputado ou do cadeirão das autarquias.
VERÃO QUENTE
Com este cenário de disputa partidária, perspectiva-se um Verão quente no quadro partidário, com os principais actores políticos a tentarem marcar terreno, com vista aos próximos embates eleitorais.
As eleições legislativas de 2016 deverão acontecer entre Março e Abril. O debate do Estado da Nação acontece em Julho. O Parlamento entra em recesso até Outubro, altura em que regressa apenas para “cumprir” a parte restante do calendário.
Neste momento, já paira no ar o clima de pré-campanha eleitoral. Por um lado, os partidos preparam as suas listas de candidatos à próxima Assembleia Nacional. E, por outro, é já visível o “non stop” em que se encontram os dois principais candidatos à chefia do Governo, Janira Hopffer Almada e Ulisses Correia e Silva, pelas ilhas. Tudo a pensar em 2016, como é óbvio.

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