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Política

PR e PM com popularidade em alta

O primeiro-ministro José Maria Neves e o presidente Jorge Carlos Fonseca mantêm, junto dos cabo-verdianos, a respectiva popularidade em alta, acontecendo o mesmo com os autarcas. É o que indica o mais recente estudo da Afrobarometer cujos resultados surgem numa altura em que a classe política vê-se na mira do cidadão comum.
De acordo com os dados recolhidos pelo estudo, 58% dos cabo-verdianos aprovam a forma como o PM vinha, até Novembro (altura da feitura do inquérito), desempenhando as suas funções. Os níveis de desaprovação eram de 29% e dos que não sabem ou preferiram não responder foi de 12%.
Os dados do inquérito, note-se, foram recolhidos antes ainda da eleição de Janira Hopffer Almada para presidente do PAICV, em Dezembro. E menos ainda dos acontecimentos mais recentes, nomeadamente as manifestações da semana passada contra os salários dos titulares dos cargos políticos.
Note-se ainda que no anterior inquérito, feito em 2011, a aprovação de JMN como chefe do executivo era de 68%, uma queda de 10%, tendo a desaprovação subido de 24 para 29%. Ainda assim, e apesar do desgaste, a maioria dos cabo-verdianos continuava a confiar ou a aprovar o desempenho de JMN.
Entre os políticos, o Presidente da República situa-se entre aqueles cujo desempenho melhorou significativamente aos olhos do cidadão comum. Isto é, 67% dos inquiridos aprovam a forma como Jorge Carlos Fonseca desempenhou as suas funções durante os últimos 12 meses antes da feitura do estudo, uma melhoria de 7% em relação ao anterior inquérito.
Aliás, se em 2011 (altura em que JCF começou as suas funções) havia 33% de inquiridos que não sabiam responder a essa questão, esse item desceu de 33 para 16%, aumentando também de 7 para 16% o número de cidadãos que desaprovam a actuação do Chefe de Estado.
Da mesma forma, quando questionado se o PR e o PM têm conseguido trabalhar bem juntos, no dia a dia, 57% responderam positivamente. Apenas 22% consideram que as relações encontram-se muito crispadas, sendo que 21% não souberam responder.
Já os presidentes de câmara municipal viram também a apreciação dos cidadãos aumentar de forma significativa. De 50% em 2011 saltou para 70% em 2014. Aqui a reprovação caiu de 38 para 22%. Também cai o número de inquiridos que antes não sabiam como responder a esse ponto do inquérito, passando de 17 para 8 por cento.
Com as manifestações da semana passada é se perguntar o que mudou verdadeiramente neste momento no olhar dos cabo-verdianos face ao conjunto da sua classe política.

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