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Cultura

“Muito obrigada. Que prazer!” – Esperanza Spalding

A multi-instrumentista Esperanza Saplding, fechou a sétima edição do kriol Jazz Festival agradecendo ao público que a acompanhou atentamente durante a sua actuação, que fechou o espectáculo.
“Muito obrigada. Foi um prazer!”, disse no final a jovem que é considerada diva do jazz. Spalding subiu ao palco do jazz no Platô, cidade da Praia, já passava da meia-noite com um público ansioso pela presença da artista revelação (2011).
Ao interpretar “Black Gold” a contrabaixista dedicou-a ao público que retribuiu em aplausos e no final todos levantaram para terminar em “grande” a noite.
O último dia do KJF foi aberto pela cantora Lura que interpretou vários temas já conhecidos, principalmente do falecido Orlando Pantera a quem agradeceu.
“Sou muito grata a Orlando Pantera que compôs muitas músicas que canto e que deixou uma riqueza infindável”. Nessa mesma noite apresentou dois temas novos que irão fazer parte do novo disco que deverá estar disponível ainda este ano.
A noite ainda estava morna, e para esquentar um pouco Lura interpretou um batuco que diz constar do seu repertório “religiosamente” em todos os concertos e que representa a força da mulher cabo-verdiana. “Levei o Richard Bona a conhecer um grupo de batucadeiras e ele ficou de queixo caído, e é isso que pretendo”.
Terminado o show de cerca de uma hora com funaná, foi a fez de Luxemburgo fazer-se presente no KJF com Reis Demuth Wiltgen e Trio. O Kriol Jazz Festival vem fazendo com que os artistas estrangeiros convidados mostrem a simpatia por Cabo Verde onde todos fazem questão de dizer uma ou mais palavras em crioulo. “Cabo Verde e Luxemburgo, nu sta djuntu”, afirmou Reis Demuth que conheceu Cesária Évora tinha ele 15 anos.
A brasileira Céu entrou logo depois com o seu “Caravana Sereia Bloom” e cantou e encantou com a música popular brasileira.
KJF já tem fama entre artistas lá fora
Para o Djô da Silva, da Harmonia, responsável do KJF, o evento deste ano foi forte de muita boa música e já ganhou fama lá fora, entre os artistas e está cada vez mais solicitado. A organização está satisfeita com mais esta edição, que a cada ano supera na qualidade dos artistas que traz ao país.
Entretanto, ainda reside a preocupação em termos da realização do próximo evento. Algo que se torna incógnito a cada ano que passa. “Os patrocinadores estão poucos, temos conseguido bons interesses internacionais de cooperação dos Estados Unidos, Luxemburgo, França, mas em termos de firmas cabo-verdianas ainda não, continuamos a esperar que apareçam. Não temos nenhum banco”, diz.
António “Tober” Silva, vereador da Câmara Municipal da Praia também está preocupado com este facto, uma vez que o KJF já ultrapassou as fronteiras de Cabo Verde, há já algum tempo, e também é uma “grande” oportunidade de negócio, uma vez que movimenta e traz ao Platô, durante a noite, muitas pessoas. “Hoje a Praia está com alma e o Kriol Jazz Festival consegue fazer isso, e todas as actividades culturais que coloca a Praia lá em cima, permitem que a economia da cidade  cresça”. CG

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