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Política

MpD sopra 25 velas

O Movimento para a Democracia comemora este sábado, 25 anos da sua fundação. O MpD foi criado dia 14 de Março de 1990, e a sua primeira convenção celebrou-se em Novembro de 1990. Ganhou as primeiras eleições depois do fim do sistema de partido único, nas quais obteve uma maioria qualificada de mais de dois terços dos deputados da Assembleia Nacional.
Neste período de transição, o MpD participou na supressão do artigo 4º da Constituição de Cabo Verde de 1980, que codificou o sistema de partido único. O MpD também ajudou a estabelecer um calendário para o período de transição.
O MpD é um partido de centro direita, que favorece o livre comércio, uma política económica aberta e uma maior cooperação com organizações internacionais como a OMC.
O Movimento para a Democracia, conhecido também pela sigla MpD, é um partido político de centro-direita de Cabo Verde. Esteve no poder entre 1991 e 2001.
Numa carta endereçada aos militantes para assinalar a efeméride, o presidente do partido, Ulisses Correia e Silva, lembra que há 25 anos nascia “uma grande força de mudança” que mobilizaria cidadãos de Santo à Brava e na diáspora para a ruptura com o regime político “autoritário” e com o sistema económico “estatizado”.
“Era a liberdade e a democracia que estavam em causa. Era a dignidade do Homem cabo-verdiano que estava em causa. Era o desenvolvimento que estava em causa”, afirma.
Para Ulisses Correia e Silva, o MpD está intimamente ligado ao momento histórico que permitiu o País entrar na senda da modernidade.
“Treze de Janeiro de 1991 introduziu em Cabo Verde novos valores, novos paradigmas assentes nesse tremendo compromisso que é colocar o Homem no centro de tudo: o impulsionador e o beneficiário do desenvolvimento. A Constituição de 1992, fundadora do Estado de Direito Democrático, assumiu os valores da liberdade, da democracia e da dignidade da pessoa humana de forma clara, inequívoca e estruturante”, realça.
“Não olhamos para o passado com nostalgia e nem como justificação de nenhum tipo de legitimidade histórica ou apropriação. Olhamos para o passado com orgulho e satisfação de enquanto partido político termos contribuído para que Cabo Verde seja hoje uma democracia respeitada no mundo”, lê-se na carta.
Em relação ao futuro, o líder do MpD lembra que vem aí o tempo para uma “nova esperança e para uma nova etapa no processo de desenvolvimento do nosso país”.
“Vamos à luta com a mesma missão que esteve na origem da nossa fundação: servir Cabo Verde! A nossa causa maior continua a ser, hoje com maior urgência e ainda mais justificação: desenvolver Cabo Verde! Para vencer os grandes desafios que se colocam ao País e dar aos jovens e às famílias novas esperanças e soluções, é um imperativo ter um novo Governo e uma nova maioria parlamentar. Por Cabo Verde, é preciso ganhar as eleições de 2016”, finaliza.
No dia 14 de Março, sábado, o partido terá o acto central de comemoração do seu 25º aniversário numa cerimónia com actividades diversificadas no Parque 5 de Julho, na Cidade da Praia, que será presidido pelo seu presidente, Ulisses Correia e Silva.

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