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Japão já tem planos para cidade subaquática

O aquecimento global e a subida do nível das águas preocupa governos e empresas, que começam a pensar em soluções. A Shimizu Corp. já tem um projeto avaliado em 22 mil milhões de euros.
A ciência sempre questionou se seria possível viver num outro planeta. Os olhos sempre estiveram colocados no espaço. Mas os ventos de mudança prometem chegar, com engenheiros japoneses a magicarem uma forma de criar cidades flutuantes, que permitirão às pessoas viver debaixo de água, conta o Washington Post. Este não é apenas um capricho de mentes brilhantes e ousadas, mas sim uma solução para a subida do nível das águas.
Esse é, aliás, um drama que já assola vários países do Pacífico, como Kiribati, um pequeno território com 32 atóis e uma ilha-vulcão. As Fiji negociaram até a compra dos 20km2 para a população de Kiribati se mudar, contava o Público, em março de 2012.
A empresa japonesa Shimizu Corp. já revelou algumas pistas e até vídeos sobre o projeto, que se acredita estar avaliado em 22 mil milhões de euros. O plano é construir uma cidade subaquática com 16 quilómetros de comprimento, em cinco anos, embora, como garante o Post, a tecnologia necessária ainda esteja numa fase prematura.
Esta ideia, que promete trazer de volta Atlântida à ordem do dia, é apoiada por várias empresas e pelo governo nipónico. Estudos sobre energia serão colocados em marcha — a diferença da temperatura da água pode contribuir para gerar energia. Uma imponente torre de 15 quilómetros em espiral estará à superfície e ficará também ela submersa, oferecendo hotéis, apartamentos e áreas comerciais a qualquer coisa como cinco mil pessoas.
A criatividade nipónica não fica por aqui. O Washington Post lembra ainda que a empresa japonesa Obayashi já havia anunciado um plano para construir uma espécie de elevador com quase 100 mil quilómetros para rasgar os céus e dar a mão ao espaço. A ideia era cumprir o projeto até 2050, contou a ABC, em setembro de 2014.
DEZ LOCAIS EM PERIGO DE DESAPARECER
A Abril escreveu, em setembro de 2013, sobre países e cidades que correm o risco de desaparecer graças à subida do nível das águas: Maldivas, Ilhas Salomão, Kiribati, Ilhas Marshall, Delta do Ganges (Bangladesh), Nova Iorque, Tuvalu, Veneza, Delta do Mekong (Vietname) e Seychelles

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