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Super-bactéria em águas brasileiras assusta atletas olímpicos

Investigadores encontraram na praia de Flamingo, no Rio de Janeiro, uma super-bactéria que normalmente só se encontra em lixo hospitalar que produz uma enzima KPC que é resistente a antibióticos. A bactéria poderá ter origem no facto de 70% dos esgotos cariocas verterem para a baía de Guanabara, sendo que vários testes foram feitos ao longo do rio, dando sempre positivo, até à praia de Flamengo, local onde o rio desagua.
A praia já foi considerada imprópria para banhistas uma vez que a bactéria pode causar infeções urinárias, gastrointestinais e pulmonares, mas a grande maioria da população ignora os alertas das autoridades. A bactéria é resistente à maioria dos medicamentos, desta forma para curar as infeções por ela provocadas é necessário internar o paciente e recorrer a medicamentos muito fortes, raramente usados e tóxicos para o organismo.
Além do perigo para a saúde pública esta bactéria está a colocar novos desafios à organização dos Jogos Olímpicos, explica a BBC News. Na candidatura olímpica o comité tenha prometido reduzir 80% a poluição na baía, promessa que Eduardo Silva, presidente da câmara do Rio de Janeiro, já disse ser impossível de cumprir.
Os atletas olímpicos têm-se mostrado preocupados pela poluição da água e, segundo o mesmo jornal, embora as autoridades tenham referido que compreendem as suas preocupações, dizem também que a poluição da água não será um problema durante os Jogos Olímpico de 2016.
Fonte: Observador

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