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Vulcão do Fogo: PM promete reabilitar e construir novas casas para realojar as vítimas

José Maria Neves, primeiro-ministro de Cabo Verde, garante que o Governo está a fazer tudo para criar condições para o realojamento definitivo das vítimas da erupção do vulcão do Fogo.
Em declarações à Comunicação Social, à margem da visita à Fragata Álvares Cabral, ao fim da tarde desta quarta-feira, 3, Neves disse que o Governo e todos os envolvidos estão “a trabalhar intensamente com vários governos e instituições para fazer face à situação no Fogo” e que a população de Chã das Caldeiras terá “novas vilas, novos povoados, com todas as condições para viverem bem”.
Isto porque além da assistência na alimentação e saúde, assim como a satisfação das necessidades básicas dos desalojados que se encontram em tendas e nos três centros, em Monte Grande, Achada Furna e Mosteiros, urge trabalhar no realojamento “definitivo da população deslocada”.
A começar desde logo pelas cerca de 100 habitações construídas aquando a erupção de 1995. “As casas vão ser reabilitadas, vamos fazer um up grade, construir casas de banho, vamos requalificar as ruas, mas também construir novas casas. A ideia é construir novas vilas ou estender as vilas já existentes para garantir o alojamento de todas as pessoas necessitadas”, disse o chefe do Executivo cabo-verdiano.
Neves disse ainda que o Governo vai “compensar as pessoas pelas perdas” obtidas e apoiá-las “com actividades geradoras de rendimentos”.  Uma das medidas já na agenda é o trabalho a ser realizado com “a cooperativa vinícola de Chã” para “encontrar a melhor localização para a construção da nova cooperativa” e “compensar pelos danos” e “permitir que as pessoas consigam refazer as suas vidas”.
O objectivo segundo o mesmo é que as pessoas saíram “o mais rapidamente possível” das “tendas e centros de realojados”.
Para isso, garante que já está no terreno uma equipa para “reabilitar as casas e melhor fazer o programa de reabilitação e requalificação” e  que “já na próxima semana estaremos a tomar medidas para iniciar as obras e o mais rapidamente possível as pessoas saírem da situação e condições precárias onde estão”.
Por isso, o governante diz esperar que “Cabo Verde venha a ter um grande apoio” em diferentes frentes “para fazer face à situação da ilha do Fogo”.
Enquanto o vulcão estiver em erupção, a situação terá de ser gerida de forma “contingencial”, fazendo uma gestão “situacional”  e de forma a se “ir resolvendo os problemas” e “antecipar lá onde se for possível antecipar”.  GC

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