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Cultura

Portugal: Jacira da Conceição expõe “Corpo-Ilha” no Centro de Arte e Cultura em Évora

A ceramista cabo-verdiana Jacira da Conceição, natural do Tarrafal, ilha de Santiago, e residente em Portugal, inaugura a exposição “Corpo-Ilha” esta sexta-feira, 28, no Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida, em Évora.

Com a curadoria de Teresa Veiga Furtado, a exposição vai apresentar alguns dos trabalhos mais relevantes desenvolvidos por Jacira da Conceição, artista visual, estudante finalista do curso de mestrado e investigadora colaboradora do Centro de História de Arte e Investigação Artística (CHAIA) da Universidade de Évora.

“Nesta exposição, os seus projectos criativos tomam formas diversas que vão da cerâmica à vídeo-performance, fotografia, instalação e texto, funcionando o espaço Atrium do Centro de Arte e Cultura como um laboratório experimental onde é ensaiada a sua disposição e configuração”, explicou a curadoria.

Sobre a exposição

De acordo com a mesma fonte, a exposição é um projecto integrado numa parceria entre a Fundação Eugénio de Almeida e a Escola de Artes da Universidade de Évora, na perspectiva da abertura do Centro de Arte e Cultura à cooperação interinstitucional e aos questionamentos de artistas e criadores sobre as problemáticas do tempo actual.

Por outro lado, há a perspectiva da orientação dos estudantes da academia eborense para a investigação artística e para a exploração criativa dos instrumentos conceptuais, formais e tecnológicos da arte contemporânea.

Perfil

Jacira da Conceição é natural da localidade de Chão Bom, tendo iniciado o seu percurso nas práticas da cerâmica através da relação que estabeleceu com a olaria tradicional cabo-verdiana.

Em 2009, viajou pela primeira vez para fora de Cabo Verde e durante um ano, percorreu, de bicicleta, o sul do continente americano, sendo que no estado brasileiro do Maranhão, residiu no Quilombo de Itamatatiua, onde contactou com as ceramistas locais, aprendendo e partilhando técnicas e conhecimentos que influenciaram as suas obras posteriores.

A sua prática artística explora questões de identidade, auto-representatividade, insularidade e feminismo, incorporando materiais e formas associadas à arte cabo-verdiana.

A inauguração da exposição “Corpo-Ilha, Jacira Conceição” está marcada para às 17h00 e vai ficar patente no Espaço Atrium do Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida, até 18 de Maio.

C/Inforpress

Leliane Semedo

*Estagiária

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