Os inspectores da IGAE cumprem esta sexta-feira, 12, o segundo dia de greve. Isto depois da reunião de ontem, com a Direção-geral do Planeamento Orçamento e Gestão (DGPOG) não ter surtido efeito.
Após mais de duas horas de reunião entre os inspetores, a DGPOG e o Ministério de Energia e Comércio não houve um “acordo plausível”, pelo que a greve, prevista de 38 horas, continua esta sexta-feira, 12.
Em greve estão inspetores nas ilhas de Santiago, São Vicente e Sal.
A greve foi anunciada esta quarta-feira, 10, pelo presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Pública (Sindetap), Domingos Barbosa, e vem na sequência da assembleia-geral dos inspetores da IGAE, que exigem a publicação da lista de transição e grelha salarial.
Segundo o presidente do Sindetap, existem ainda “algumas irregularidades” nesta lista que “precisam ser reparadas”, sendo que o salário “não corresponde, por que houve um corte de 20%”.
Segundo o responsável, há também cinco técnicos da IGAE em regime de prestação de serviço há mais de cinco anos, esperando a regularização da sua situação.
Estes técnicos, lamentou Barbosa, não dispõem ainda nem de cobertura de segurança social e nem de segurança obrigatória de trabalho.
DGPOG “não deu nenhuma resposta concreta”
Por sua vez, em declarações à imprensa, a inspectora Ineida Orrico, que representa a classe, avançou que a direção da DGPOG “não deu nenhuma resposta concreta” de quando a situação dos inspetores será resolvida.
“A representação da DGPOG presente na reunião não tem poder de decisão então decidimos avançar com a greve e esperamos uma resposta deles para depois vermos outra forma de renegociar”, reforçou Orrico.
A inspetora diz esperar que até fim deste mês esta situação seja resolvida, caso contrário irão enviar mais um pré-aviso de greve, a agendar para o mês de dezembro.
Já o diretor-geral da DGPOG, Francisco Moreira, presente na reunião, escusou-se a prestar declarações à imprensa sobre este facto.
C/Inforpress