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Economia

TACV/CVA vai despedir 40% dos pilotos

A TACV/CVA vai despedir 40% dos pilotos. A informação foi comunicada a esses profissionais da companhia, este fim de semana, pelo presidente do Sindicato Nacional de Pilotos da Aviação Civil (SNPAC), Paulo Lima, soube o A NAÇÃO online. Neste momento, a companhia tem cerca de 48 pilotos, mas apenas 9 foram chamados para as operações de retoma anunciada para 18 de Junho, conforme já havíamos avançado. 

No comunicado a que o A NAÇÃO online teve acesso, o sindicalista Paulo Lima informa aos pilotos que participou na sexta-feira, 5, numa reunião por videoconferência, na qualidade de Presidente do SNPAC, reunião essa promovida pelo SVP Corporation Affair & Fleet, Jóhann Ö Karason, que também contou com a presença de Antolívio Martins, Director de Operações de Voo e de pessoal afeto à direcção de recursos humanos da TACV/CVA.

O assunto abordado na reunião, garantiu o sindicalista Paulo Lima, na referida carta, “foi a redução na ordem dos 40%, do número de efetivos dos pilotos”.

Segundo informa, e argumenta na carta, transmitindo as informações passadas pela companhia, durante a referida reunião, o despedimento de 40% desses efectivos prende-se com a “redução do volume de negócio provocado pela pandemia da covid-19”. Em “consequência” a companhia “passará a operar com apenas duas aeronaves”.

Paulo Lima informa ainda que questionou os representantes da companhia sobre como é que se “pretende efetuar tal manobra, (redução de 40% dos pilotos)”, dizendo que foi-lhe respondido “que se quer provocar um menor impacto social possível”.

Segundo o documento, os requisitos para essa redução de pessoal irão afectar os “pilotos próximos da idade de reforma” e os “pilotos recém contratados (exceção para aqueles que ocupam cargos de chefia)”.

Conforme comunicou o sindicalista, haverá também um “programa de reforma antecipada”, com os termos a serem apresentados “posteriormente”.

Recentemente, a companhia já vinha dando indícios que os despedimentos podiam ser uma realidade em cima da mesa, tendo em conta que chamou apenas 9 pilotos, num horizonte de 48 para a retoma das operações, sendo certo que os restantes têm lay-off garantido, para já, até 30 de Junho, pairando incertezas quanto ao futuro.

Como o semanário e o online A NAÇÃO haviam avançado antes, no início do ano, pilotos com mais anos de “casa”, tinham-se mostrado apreensivos e indignados quanto a algumas medidas avançadas pela companhia, relativamente aos critérios de selecção dos pilotos para as operações de retoma, impondo a idade máxima de 50 anos, entre outros.

A medida, na altura, foi vista como um “empurrão para a reforma”, empurrão esse que, a avaliar pelas informações agora avançadas, parece vir a concretizar-se.

Recorde-se que depois de cerca de 14 meses parada, a administração da TACV/CVA, gerida em 51% por capital islandês, anunciou que vai efetivamente reativar as operações, com um voo agendado para o dia 18 de Junho, entre Sal e Lisboa. De 28 de junho até 28 de março de 2022, a empresa diz que irá operar quatro voos semanais entre Praia/Sal e Lisboa às sextas e segundas-feiras; um voo semanal para e de Sal/Praia/Boston às terças com regresso às quartas-feiras e um voo semanal para e de Sal/São Vicente/Paris aos sábados com retorno aos domingos.

Para viabilizar a companhia, só este ano, o actual Governo já emitiu avales na ordem dos 550 mil contos, estando previsto injectar mais 30 milhões de euros, até Julho próximo.

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