Home » Actualidades » Santo Antão: Projecto ambiental permite empregar 25 chefes de famílias no Planalto Leste

Santo Antão: Projecto ambiental permite empregar 25 chefes de famílias no Planalto Leste

A localidade da Lagoa do Planalto Leste (Santo Antão) foi contemplada com um projecto de conservação de solos e manutenção da floresta que, a partir de Dezembro, vai empregar entre 20 a 25 chefes de famílias.

O líder associativo Manuel Pinto explicou que projecto, financiado através do Fundo do Ambiente, vai, a partir de 01 de Dezembro, e durante cerca de um ano, atenuar a “situação social difícil” por que passa Lagoa do Planalto Leste, uma das localidades mais afectadas pela seca, que atinge grande parte da  ilha de Santo Antão.

“Por causa da seca, estamos a enfrentar uma situação muito difícil. Contudo, já conseguimos junto do fundo ambiente um projecto que vai empregar entre 20 a 25 pessoas, a partir de Dezembro. Pensamos que a situação vai melhorar um pouco, embora continue muito complicada porque voltou a não chover”, avançou este responsável.

Em Companhia, outra zona do Planalto Leste afectada pela seca, a associação local conseguiu, igualmente, junto do Ministério da Agricultura e Ambiente, o financiamento para um outro projecto com o objectivo de amenizar a situação do desemprego na comunidade.

A abertura dessas frentes de trabalho acontece depois de os lideres comunitários terem exortado as câmaras municipais e o Governo para a necessidade da reabertura do emprego público em Santo Antão, sobretudo, nas zonas mais afectadas pelas seca, como são os casos dos Planaltos Norte e Leste da ilha.

O presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrata (UCID), António Monteiro, na sequência de uma visita a Santo Antão, nos primeiros dias de Novembro, pediu ao Governo para declarar o Planalto Norte e Lagoa do Planalto Leste como “zonas de calamidade natural”, dada a situação de seca severa que enfrentam as respectivas populações.

No caso do Planalto Norte, a associação local já pediu “urgência” no auxílio à população local, na sua grande maioria criadores de gado.

O presidente da câmara do Porto Novo, Aníbal Fonseca, que já se manifestou “desolado” com a situação de seca no concelho, considera, também, “imprescindível” um novo plano de ajuda às famílias das zonas mais afectadas.

O Governo, segundo o ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, vai precisar de  600 mil contos para mitigar os efeitos da seca em algumas ilhas do arquipélago.

Inforpress

PartilheTweet about this on TwitterShare on FacebookShare on Google+Email this to someone

Comentário

Publicidade