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Guiné Equatorial: CPLP devia fazer mais para acabar com pena de morte

País foi dos “mais fortemente” afectado pela queda do preço do petróleo, com um insustentável rácio da dívida sobre o PIB.

O director para a África do Instituto Real de Relações Internacionais Britânico (“Chatham House”) considera que a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) devia fazer mais para a Guiné Equatorial a acabar com a pena de morte.

“A entrada na CPLP era uma prioridade política do Presidente Obiang, e espero que os bons ofícios do direcção da CPLP e dos membros da Comunidade possam encorajar o país a cumprir os compromissos que assumiu”, respondeu Alex Vines, quando questionado pela Lusa sobre se a CPLP devia fazer mais para pressionar o país a acabar com a pena de morte.

“A pena de morte é um compromisso óbvio que podia ser facilmente garantido, já o ensino do Português é menos urgente”, acrescentou o investigador, que esteve em Lisboa a participar na Conferência “Angola: Que mudança?”, organizado pela União das Cidades Capitais Luso-Afro-Américo-Asiáticas (UCCLA) e pelo Clube de Lisboa.

Sobre a situação política e económica da Guiné Equatorial, Alex Vines disse que tudo gira à volta da sucessão do actual Presidente e recessão que o país atravessa há vários anos.

Para Vines, “a Guiné Equatorial foi um dos países mais fortemente afectados pela queda do preço dos petróleos e o rácio da dívida sobre o Produto Interno Bruto é insustentável, e as pressões aumentaram porque já não há o dinheiro que havia” quando o petróleo, a maior exportação do país, estava mais caro.

No ano passado, o PIB da Guiné Equatorial contraiu-se 3,2 por cento (%), o que representa uma melhoria face à recessão de 8,6% registada em 2016, o que foi motivado “por um declínio menor da produção de hidrocarbonetos e um modesto aumento de 0,2% no PIB não petrolífero, o que aconteceu pela primeira vez desde 2013”, disse o FMI (Fundo Monetário Internacional) na mais recente avaliação sobre o país, já este mês.

Para este ano, o panorama continua “desafiante”, ainda que a implementação do Programa de Apoio do FMI esteja a “apoiar a confiança do sector privado”, mas sem conseguir suster o crescimento negativo da economia, cujo PIB deverá cair 7,7% este ano, mantendo-se “no vermelho” até 2022, acrescentaram os técnicos do Fundo.

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