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OMS capacita técnicos de 12 municípios sobre metodologia de implementação das “cidades saudáveis”

A formação começa hoje em São Vicente e decorre até dia 22.

A especialista da OMS Suvajee Good vai orientar um workshop na ilha de S. Vicente cujo principal objectivo é capacitar sessenta técnicos de doze municípios cabo-verdianos na metodologia de implementação do programa Cidades Saudáveis, apoiado por essa organização mundial.

A partir dessa formação, que decorre de 20 a 22 de Novembro, esses actores municipais vão ficar munidos de ferramentas que lhes possibilitam, por exemplo, identificar entraves existentes nas suas urbes e que acabam por afectar a qualidade de vida dos utentes. Vistas as coisas de outro ângulo, esses agentes poderão passar a ajudar na implementação de políticas locais capazes de tornar as suas cidades mais saudáveis, mas de uma forma abrangente.

“Tradicionalmente, quando pensamos na saúde vem-nos logo à mente médicos, medicamentos, hospitais. Mas, em boa verdade, isto representa a falta de saúde. Pois bem, a OMS – Organização Mundial da Saúde – está a convidar-nos a jogar na antecipação, a estarmos atentos aos condicionantes que levam a essa falta de saúde e que estão relacionados com factores económicos, ambientais, etc.”, diz Helena Rodrigues, coordenadora da Unidade de Apoio à Implementação de Cidades Saudáveis de Cabo Verde (UAICS), organismo criado em Abril deste ano. Segundo Rodrigues, uma cidade saudável, na óptica da OMS, é aquela que, entre outros requisitos, combate o uso abusivo do álcool e do tabaco, promove a actividade física e uma boa alimentação, que se preocupa com a segurança rodoviária, oferece espaços de lazer e áreas verdes e que faz a recolha e o tratamento adequado do lixo.

Ao longo dos três dias, os participantes vão poder fazer abordagens e práticas orientadas para o conceito de cidade saudável, ficar a par de experiências desenvolvidas noutras paragens e discutir planos de acção que podem ser aplicados nos municípios. Além disso, outro grande objectivo desta primeira grande acção levada a cabo pela UAICS é promover uma sistematização dos estudos e indicadores já disponíveis pela OMS e a Associação Nacional dos Municípios de Cabo Verde sobre o estado de saúde dos espaços urbanos.

Segundo Helena Rodrigues, esta temática é nova e Cabo Verde destaca-se como um país pioneiro dessa iniciativa em África, ao nível do movimento internacional das cidades saudáveis. O conceito, realça a nossa entrevistada, foi desenvolvido com base nalguns pilares. Um primeiro destaca uma abordagem interdisciplinar que convida os actores a considerar variáveis ambientais, económicas, sociais e cultuna qualidade da saúde nas cidades; um segundo lança um olhar sobre a urbe de forma articulada, sistematizada e com base numa colaboração entre as várias instituições; um terceiro defende um compromisso “muito forte” das autoridades locais com a qualidade de vida e bem-estar do cidadão, mas que deve ser refletido nas respectivas políticas públicas municipais.

A abertura do workshop, que se enquadra no evento Cabo Verde Ocean Week, será presidida pelo ministro da Saúde e Segurança Social Arlindo do Rosário, no período da tarde do dia 20 de Novembro. O acto terá ainda a presença da coordenadora da UAICS, Helena Rodrigues, do presidente da Associação Nacional dos Municípios de Cabo Verde, Manuel de Pina, do representante da OMS em Cabo Verde, Mariano Castellon, e da especialista Suvajee Good, directora do Programa da Saúde e Determinantes da Saúde da OMS. No segundo dia está programada uma conferência magistral a ser proferida pelo Primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva, que irá falar do poder local e a estruturação de cidades mais saudáveis.

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