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“Regionalização além de ser uma mão cheia de nada, não é oportuna neste momento” – PP

Para Amândio Barbosa Vicente, dizer que a regionalização vai trazer mais desenvolvimento ao país é “vender banha de cobra” aos cabo-verdianos.

O líder do Partido Popular (PP), Amândio Barbosa Vicente, disse que a regionalização, além de ser  uma “mão cheia de nada”, não é oportuna neste momento, e defende que, antes, se deve “reformatar o poder municipal”.

“Dar mais recursos e atribuições aos municípios seria o caminho antes de regionalizar Cabo Verde”, defende o presidente do PP, acrescentando que se está a “vender ilusão” ao povo cabo-verdiano.

Amândio Barbosa Vicente fez estas declarações à imprensa no final da reunião semanal que o partido realiza, em que a questão da praça do Palmarejo, na Cidade da Praia, os transportes aéreos e marítimos estiveram no centro das atenções.

Na sua perspectiva, antes de se avançar com a regionalização devia ser alterado o Código Eleitoral e a Constituição da República.

Para ele, dizer que a regionalização vai trazer mais desenvolvimento ao país é “vender banha de cobra” aos cabo-verdianos.

“Pode haver desenvolvimento, reformatando os serviços públicos básicos, nomeadamente nos domínios da saúde, justiça, segurança,   que são essenciais para o bem-estar do povo cabo-verdiano”, enfatizou aquele dirigente político.

Relativamente à Praça do Palmarejo, lembrou que o seu partido intentou uma acção cautelar, em ordem a “precaver um dano maior” a uma infra-estrutura que deve servir o bairro do mesmo nome.

“Palmarejo é uma localidade que do plano inicial tinha mais cinco praças e o último espaço que devia ser utilizado como praça, está sendo alterado para uma zona mista, comercial  e de diversão”, lamentou o líder dos populares.

Segundo ele, o PP apresentou uma acção cautelar, tendo o julgamento acontecido no passado 27 de Setembro e, de acordo com as suas palavras, já passou mais de um mês e sem uma decisão do tribunal.

“Não queremos pressionar o Tribunal, mas enquanto cidadão queremos que a Justiça funcione e seja feita em tempo oportuno”, indicou, para depois deixar transparecer que o seu partido não põe de lado a possibilidade da realização de uma manifestação, com vista a mostrar a sua “insatisfação em relação à Justiça” em Cabo Verde.

A saúde foi também um dos assuntos que o PP discutiu nesta sua reunião, tendo, segundo o seu líder, verificado que este sector continua ainda a ser um “grande problema, não obstante as promessas de campanha feitas pelo partido no poder, o Movimento para a Democracia”.

“O Governo deve apostar e dar mais atenção à questão  dos cuidados de saúde”, apontou Amândio Vicente, adiantando que este sector continua a constituir um “grande problema”, sobretudo para os mais pobres.

Disse, ainda, que a qualidade da saúde “deixa muito a desejar”, além de conflitos de interesse entre o público e as clínicas privadas.

Quanto aos transportes aéreos,  entende que há um “desnorte total” por parte do Governo que, segundo ele, “já voltou atrás na questão do hub aéreo no Sal”.

Sobre os transportes marítimos, avançou que tem havido questionamento  sobre a transparência do concurso realizado neste sector, pelo que o PP manifesta a sua “insatisfação em relação às decisões adoptada pelo Governo”.

Inforpress

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