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Moçambique: Renamo reitera que continuam negociações de paz com o Governo

O porta-voz da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, garante que as negociações de paz com o Governo continuam, mas as reclamações sobre as eleições autárquicas podem ter um efeito negativo.

“As negociações são um processo, estão em curso, só estamos a ter esses reveses que podem vir a influenciar, de facto, de forma negativa (o processo negocial)”, declarou José Manteigas à comunicação social.

O porta-voz respondia a perguntas dos jornalistas sobre o processo de paz em Moçambique, no final de uma declaração do coordenador interino da Comissão Política da Renamo, Ossufo Momade, sobre o anúncio, na quarta-feira, 24, dos resultados das Eleições Autárquicas pela Comissão Nacional de Eleições (CNE).

O porta-voz da Renamo assinalou que “os sobressaltos” registados nas Eleições Autárquicas, do dia 10 deste mês, podem afectar, negativamente, as negociações de paz.

Na quarta-feira, o mandatário da Renamo junto aos órgãos eleitorais, André Majibire, disse à Lusa que o Partido vai interromper, temporariamente, as negociações de paz para “gerir o conflito eleitoral”.

O Partido – prosseguiu -, não vai “interromper, definitivamente”, as negociações, mas, neste momento, está preocupado com o processo eleitoral.

O coordenador interino da Renamo exigiu uma Comissão de Inquérito às Eleições Autárquicas do dia 10, em cinco municípios, com o envolvimento da ONU, qualificando o escrutínio como uma “autêntica farsa”.

A CNE confirmou, na quarta-feira, a vitória da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, em 44 municípios nas Eleições Autárquicas e dos dois principais partidos da oposição em nove.

O Mapa de Centralização Nacional e do Apuramento Geral dos Resultados das Eleições Autárquicas, lido pelo presidente da CNE, Abdul Carimo, dá a vitória à Renamo em oito municípios e ao Movimento Democrático de Moçambique (MDM) – terceiro maior partido no município da Beira, centro do país.

Os resultados confirmam os dados apurados pelas comissões distritais de eleições das 53 autarquias do país.

Com a votação que conseguiu no escrutínio do dia 10, a Frelimo perdeu cinco dos 49 municípios que controlava antes das Eleições, enquanto a Renamo aumentou de um para oito o número de municípios em que vai governar.

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