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MpD acusa PAICV de estar a “manchar” a qualidade da democracia cabo-verdiana com lançamento de suspeições

Miguel Monteiro reafirma a confiança na justiça e disse que o MpD espera que o PGR seja efectivo

O Movimento para Democracia (MpD) acusou hoje o PAICV (oposição) de estar a “manchar” a qualidade da democracia cabo-verdiana devido à prática de continuadas suspeições “numa estratégia desesperada de descredibilizar o Governo”.

Em conferência de imprensa hoje na Cidade da Praia, o secretário-geral do MpD (partido que suporta o governo), disse que o maior partido da oposição pretende “a todo o custo” desestabilizar a governação “e criar um ambiente impróprio” para a realização das reformas que o país tanto precisa, estribando-se na tese de que “o governo é corrupto e pouco transparente”.

Miguel Monteiro enumerou entre outras, as suspeições levantadas sobre a Binter, sobre Icelandair, em relação à iniciativa de isenção de vistos a cidadãos da União Europeia, estímulos fiscais à indústria, com a Lei da Green Card, na adoção da Taxa de Segurança Aeroportuária e com o concurso internacional para transportes marítimos inter-ilhas, bem como o Acordo de Pesca com a União Europeia para justificar a sua indignação.

Conforme realçou este responsável, o PAICV não tem sido uma oposição alternativa, capaz de contribuir para o debate político e para uma acção política que influencie positivamente o desenvolvimento do país, tendo sublinhado que, com esta estratégia pretendem apenas “criar um ambiente interno e externo que impeça a governação e desqualifique a democracia do país”.

Nesta perpectiva, notou, o MpD incentiva o Governo a se manter “firme e determinado” na implementação das opções políticas e reformas que constam do seu programa validado por Cabo Verde, “de forma a que o país possa vencer e ultrapassar os diversos desafios deixados pela anterior governação”.

Perante esta situação, Miguel Monteiro reafirma a confiança na justiça e disse que o MpD espera que o procurador geral da República seja efectivo e que as investigações sejam oportunamente conclusivas, porquanto, enfatizou, “é um imperativo nacional que o tempo não arquive processos e que suspeições ou denúncias não perdurem eternamente no tempo”.

Inforpress

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