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Timor-Leste e Banco Mundial analisam novo Programa de Apoio até 2025

Aspectos como a nutrição, infra-estruturas, o índice de capital humano e os empréstimos concessionais que o Banco tem dado ao País, estarão na agenda do encontro.

O Banco Mundial (BM) e as autoridades timorenses iniciam, na próxima semana, em Díli (a Capital daquele País Lusófono da Ásia), uma ronda de consultas de preparação do novo quadro de parceria para os próximos quatro anos, disse à Lusa fonte da instituição.

As reuniões, que do lado do BM vão ser lideradas pelo director para a Indonésia e Timor-Leste, Rodrigo Chaves, analisarão as várias vertentes da assistência da instituição ao país.

Aspectos como a nutrição, infra-estruturas, o índice de capital humano e os empréstimos concessionais que o Banco Mundial tem dado a Timor-Leste, estarão na agenda do encontro.

“Incerteza económica global, alterações climáticas e gestão de risco de desastres naturais, inovação e tecnologia, sustentabilidade da dívida e maximização do financiamento para o desenvolvimento”, são outros dos temas em debate.

Durante as reuniões será apresentado um diagnóstico do País, debatida questão da capacitação humana e da qualidade dos serviços sociais, governação capacidade institucional estão também em debate.

Chaves deverá ainda reunir-se com o primeiro-ministro timorense, Taur Matan Ruak.

Em causa está a preparação do Marco da Parceira País (CPF, na sua sigla em inglês), o Programa de cinco anos, que vigorará entre 2019 e 2024, e que englobará todas as iniciativas do Banco Mundial em Timor-Leste.

Durante a visita a Díli, Rodrigo Chaves (que está normalmente sedeado em Jakarta, na Indonésia), tem previstos encontros com vários membros do Governo, com os parceiros de desenvolvimento

O anterior CPF, que vigorou desde 2013, centrou-se em quatro sectores, entre eles a “melhoria da gestão e serviços em educação, saúde, nutrição e proteção social”.

Foi ainda canalizado para projectos de fortalecimento de infra-estruturas, nomeadamente estradas, e no desenvolvimento de uma economia não-petrolífera, com apoio transversal ao fortalecimento institucional nestas áreas.

No último ano, o Banco Mundial esteve entre os dez maiores parceiros de Timor-Leste, com projectos no valor de 10,34 milhões de dólares, segundo o Portal de Transparência da Assistência ao País, do Ministério das Finanças.

O apoio total do BM ascende, actualmentec a 152,62 milhões de dólares, segundo os dados do mesmo Portal.

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