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Santo Antão: investidores britânicos interessados na transformação do centro pós-colheita em Centro agroindustrial

Os investidores estão representados pela Brine Engineering Solution, sedeada em Londres e que já anunciou também investimentos na ordem de dois milhões e 500 mil contos em Santo Antão, nas áreas das energias renováveis e dessalinização de água.

Um grupo de investidores britânicos está interessado em investir na transformação do Centro de pós-colheita de Santo Antão num Centro agro-industrial ocupando-se também da transformação, certificação e comercialização de produtos.

Fonte do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) na ilha avançou à Inforpress que o Governo já está na posse da proposta do grupo e que as negociações estão “bem encaminhadas”, admitindo a possibilidade de o projecto avançar em 2019.

De acordo com a fonte do MAA, o grupo está representado pela Brine Engineering Solution, sedeada em Londres e que já anunciou também investimentos na ordem de 23 milhões de euros (dois milhões e 500 mil contos) em Santo Antão, nas áreas das energias renováveis e dessalinização de água, incidindo também no sector agrícola, com a produção de 1.400 toneladas de produtos/ano.

Enquanto isso, há cerca de um ano o MAA tinha admitido a possibilidade de deslocalização do referido centro para as instalações do porto no concelho do Porto Novo, como forma de dar satisfação a uma reclamação dos produtores agrícolas de Santo Antão que consideram que a localização do centro na localidade de Água Doce, nos arredores de Porto Novo, fica um pouco distante e encarece o preço do serviço que lhes é prestado.
Deste modo, a transferência do centro iria permitir que os produtores fizessem o tratamento dos excedentes dos seus produtos nas próprias instalações portuárias.

O delegado do MAA no Porto Novo disse à Inforpress que o processo de deslocalização do Centro pós-colheita está em curso, estando o ministério a discutir esta questão com outras instituições parceiras para a efectivação dessa medida.

O centro de expurgo, construído no quadro do primeiro compact do programa Millenium Challange Account (MCA), tem sido sub-aproveitado pelos agricultores que sustentam que a sua “má localização” tem-lhes criado constrangimentos, nomeadamente com o custo elevado do serviço é que prestado.

No quadro do processo de eventual deslocalização do centro é intenção do MAA instalar no porto “os equipamentos mínimos” que vão permitir efectuar a limpeza, tratamento e embalagem dos excedentes agrícolas, que serão exportados para as ilhas do Sal e Boa Vista.

O Centro pós-colheita de Santo Antão, que foi construído para contornar o problema do embargo, imposto, desde 1984, aos produtos agrícolas desta ilha, por causa da praga dos mil pés, foi, ao longos desses anos, “subutilizado”.
O próprio MAA já admitiu que o centro, que representou um investimento na ordem dos 120 mil contos, tem “muitas vulnerabilidades” desde logo o custo de funcionamento e a sua má localização.
O mesmo tem capacidade para processar quase quatro mil toneladas de produtos agrícolas por ano, mas só tem conseguido tratar cerca de uma centena de toneladas/ano.

Numa reacção à preocupação dos agricultores, edil do Porto Novo, Anibal Fonseca, considera que o centro pós-colheita de Santo Antão “é um investimento perdido”, tanto pela sua localização, como pelos custos de funcionamento, que rondam os dois mil contos somente em energia eléctrica.
Se inicialmente a ideia de construção do centro foi boa, o autarca considera que foi “uma má opção gastar tanto dinheiro” nessa infra-estrutura, que o Governo pretende agora deslocalizar para o cais do Porto Novo.

Inforpress

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