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Um manifesto em sete pontos (ou carta aberta para quem tiver entendimento…)

Essa postura censória quadra-se e define perfeitamente um sujeito que, em jeito de avaliação do arcaboiço intelectual de alguém (a quem se cometera um encargo de monta), questiona singularmente a um seu par: “Mas, ele..., ele vai a Missa?”

Por: Abraão Sena

 

1  Em respeito às centenas de pessoas (que tomaram conhecimento da feitura desse marco) e aos inúmeros colaboradores (que, desinteressadamente, contribuíram com depoimentos, ensaios, fotos, sugestões, testemunhos ou apenas dados, para essa obra de autoria verdadeiramente coletiva), vão estas linhas de público esclarecimento: os trabalhos consumidos pela saga que leva o título CINQUENTENÁRIO SOB LEITURAS, doravante referida por monografia, chegaram ao seu termo. O produto de um labor de anos estará disponível na Amazon.com e poderá ser adquirida (tanto a versão impressa, a custo de impressão, como a versão digital em ebook, a custo simbólico ou gratuitamente). Apenas não se poderá remeter um exemplar, ao menos, a quantos o mereceram (como era, no fundo e desde o início, propósito da coordenação) por manifestas deserções acontecidas. O que vem suficientemente explicado nas derradeiras páginas do volume.

2  Desde a primeira hora, produziu-se um documento (em forma de memorando) dando conta, no essencial, das linhas por que a obra se regeria. Se não o leram (ou terá havido um defeituoso estudo do mesmo), a responsabilidade não poderá ser assacada ao coordenador! Aqui chegados, caberá indagar: que motivações terão pesado nessa retirada – razões ideológicas ou, simplesmente, pesaram as questões financeiras? Como entender que se “sustente” durante anos um projeto de que se desconhecia o essencial? Poder-se-á explicar por que só agora (mas desde 2009 empenhada no projeto) a ILUMINADA se tenha dado conta que não é a única patrocinadora? Aliás, verdadeiramente, nem única, nem sequer patrocinadora. Já que essa entidade sempre foi tomada à conta de uma das promotoras!… Mais: discutir fatura a fatura, assimilaria um negócio de mercearia. De que o subscritor deste (por inaptidão mental e por outras compreensíveis repugnâncias) se arreda. Se desde o já longínquo 15/10/2010 – data da entrega dos primeiros justificativos – nunca foi questionada a sua lisura na prestação de contas, outras razões, que não as contabilísticas, estar-se-ão interpondo!…

3 – Numa questão – para além do enorme handicap à sua estrita família causado – o subscritor deste reconhece a sua falha (e, por isso, dela se penitencia): jamais exigiu que os entendimentos, opiniões, orientações, acordos ou meros aconselhamentos fossem transpostos em letra de forma. E não o terá feito por uma razão singela e simples – era suposto que estava lidando com pessoas de bem, com homens de um só ser e de um só parecer. Isto é: com homens “de antes quebrar que torcer”! Pois, para ele, bastaram as palavras (mesmo se proferidas em privado), já que, alegadamente, saturadas com o selo da Verdade e da Transparência! Daí o seu profundo asco em saber ufanosamente proferido por certa sumidade o discurso de “nada haver escrito, nenhum contrato ter sido assinado…”

– Retomando dado ponto supraflorado, deparou-se, na saga que ora chega ao seu fim, com uma plêiade de perfis, personalidades, discursos e autojustificações não raro contraditórios (quando não em permanência excêntricos). Basta atentar-se no facto de, ao longo desses anos todos, sequer uma única vez ter sido questionado (sendo os promotores sobejamente conhecedores do teor da obra) a propósito da orientação e da formatação dos trabalhos. O que demonstra à saciedade a má fé e o preconceito desde sempre reinando. Pior: apesar das concessões feitas – absorveu-se muita coisa que sequer tinha razão de ser – na sua comunicação final, a Iluminada Entidade apresenta razões rotundamente destoadas das que vinha invocando. Saída que nos faz lembrar (reportados aos tempos em que os bichos falavam, sendo os homens, então, menos incoerentes), a conhecida fábula esopiana. Em que a raposa desiste também, alegando a verdura das (inacessíveis) uvas!…

5 – A desmontagem do embuste não ficaria totalmente compreensível se se omitisse uma referência às apetências torquemadescas animando o provinciano inquisidor-mor crioulo. Fazendo suas as dores de parto alheias (do seu mentor!), apenas lhe faltou acender a fogueira com que a sua saudosa Inquisição “queimava os heréticos e as respetivas nefandas obras”!… Essa postura censória quadra-se e define perfeitamente um sujeito que, em jeito de avaliação do arcaboiço intelectual de alguém (a quem se cometera um encargo de monta), questiona singularmente a um seu par: “Mas, ele…, ele vai a Missa?” KKKKK!…

6 – Longamente se ponderou na real necessidade de uma comunicação via órgãos de comunicação social. Mas acabou sendo um imperativo moral desmontar o longo silêncio instalado, até para não mais alimentar fantasias, tergiversões, dúvidas, frustações ou congeminações – o que a publicação da expectada monografia terá a virtualidade de operar. No entanto, apesar da apetência para tal, não se nos afigura avisado aqui e agora rebater ponto por ponto os dislates, incoerências, prejuízos e flagrantes faltas à verdade com que o presente labor se viu confrontado: seria um longo e penoso exercício aguilhoar (para pôr a nú!) o monturo em que, leda e distraidamente, chafurdam essas personalidades pretensamente aureoladas…

– Desgraçadamente, o estendal de inconfessáveis motivações que presidiram ao abandono do projeto (compromisso de honra, na perspetiva dos que ainda se regem também por ideais) não encontrou explicação bastante (sequer razoável!) para esse passo: no bloco de documentos disponíveis, há bastante suco, “idest” matéria!, para uma responsabilização jurídica. Devida a essa ação de decaimento. Todavia, não se lançará mão dessa via, em princípio. Quanto mais não seja para não transmutar, convertendo (grande ensinamento da História!) hienas em cabritos…

P. S.: Para fechar este registo, nada como trazer à colação um curto incidente da meninice: nesses verdes anos da mocitude, descobri, dentre os volumes desirmanados, de Portugal trazidos pelo meu mano velho, o ARCO DE SANTANA, de Almeida Garrett – passe a publicidade. De par com outra obras célebres (A DAMA DAS CAMÉLIAS era uma delas), ter-lhe-á esse tomo constituído uma das pedras marcantes de um itinerario “sui generis”…

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