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Legislativas em São Tomé e Príncipe:  PR vai ouvir Partido vencedor sobre formação do Governo

ADI já anunciou que vai procurar um entendimento com os deputados de Caué, garantindo, assim, 27 do 55 eleitos do Parlamento.

O Presidente são-tomense (PR) anunciou que vai chamar a Acção Democrática Independente (ADI, partido no poder), que venceu as Eleições Legislativas, com maioria simples, no respeito da Constituição, mas sem precisar se é para formar Governo ou assegurar estabilidade parlamentar.

De acordo com a STP-Press, Evaristo Carvalho, que falava à Imprensa, quinta-feira, 11, antes de partir para a Guiné Equatorial, onde assistirá aos festejos do 50.º aniversário da independência desse País, justificou ter “a obrigação de chamar aquele Partido que estiver em primeiro lugar, o Partido que venceu (as Eleições), mesmo com maioria simples”.

O PR acrescentou ter já definido “as diligências” que vai efectuar logo após à formação da nova Assembleia Nacional (Parlamento), que poderá passar ou pela “recondução do actual Governo ou a formação de outro”, reiterando que vai “seguir os trâmites constitucionais legais em vigor”.

Neste sentido, adiantou que espera a publicação dos resultados finais pela Comissão de Apuramento Geral das Eleições e a constituição do novo Parlamento.

Segundo os resultados provisórios das Eleições de domingo, 7, divulgados segunda-feira, 8, pela Comissão Eleitoral Nacional (CEN), a ADI venceu as Legislativas por maioria simples (25 mandatos em 55 da Assembleia Nacional), seguindo-se o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe – Partido Social Democrata (MLSTP-PSD), com 23 lugares; a Coligação PCD-UDD-MDFM, com cinco eleitos, e ainda dois deputados eleitos como independents, pelo distrito de Caué (no Sul daquele País Lusófono do Golfo da Guiné).

O primeiro-ministro, Patrice Trovoada, já anunciou que vai procurar um entendimento com os deputados de Caué, o que garantiria 27 deputados, menos um que os assentos assegurados pelo MLSTP/PSD e a Coligação, que fizeram um acordo de incidência parlamentar e com fins governativos.

Evaristo Carvalho lamentou os incidentes de segunda-feira, defronte à Comissão Eleitoral Distrital de Água Grande, e pediu às autoridades competentes que “façam o trabalho de identificação dos possíveis responsáveis e aplicar as medidas previstas na lei”.

Questionado pelos jornalistas quanto ao facto da sua ausência do País num contexto de tensão política, o PR sustenta que a viagem à Guiné Equatorial corresponde à “confirmação de uma promessa feita meses atrás”.

Evaristo Carvalho regressa ao país no domingo, 14.

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