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Indonésia: ONG estrangeiras denunciam limitações a acção no terreno

Autoridades estimam em cinco mil o número de pessoas que poderão estar soterradas nos escombros em Palu, cidade de 350 mil habitantes, e em mais de 70 mil o número de deslocados.

Organizações não-governamentais (ONG) denunciam restrições de acesso impostas pelas autoridades indonésias às equipas de socorro estrangeiras, que estão impedidas de intervir, directamente, no apoio às populações afectadas pelo sismo de Setembro.

A Agência Indonésia de Gestão de Catástrofes (BNPB) indicou às organizações que as novas regras as impedem de participar na procura de corpos de vítimas nas zonas de Palu, mais afectadas pelo sismo de 7,5 na escala de Richter, seguido de maremoto, que atingiu as ilhas Celebes, a 28 de Setembro.

Ahmed Bham, da organização Sul-africana “Gift of the Givers”, explicou, citado pela agência de notícias France Presse, que lhe foi dito que “todas as equipas estrangeiras de busca e salvamento deveriam regressar aos seus países, porque não eram necessárias na Indonésia”.

Os 27 membros da equipa, que chegaram a Palu, provenientes de Joanesburgo, ainda não estão no terreno, o que, para Ahmed Bham, representa a perda de vários dias.

As autoridades estimam em cinco mil o número de pessoas que poderão estar soterradas nos escombros em Palu, cidade de 350 mil habitantes, e em mais de 70 mil o número de deslocados.

O número de mortos foi actualizado, terça-feira, 9, para dois mil e dez.

Inicialmente, a Indonésia recusou ajuda internacional, assegurando que as Forças Armadas poderiam fazer face à situação, mas à medida que foi conhecida a dimensão da catástrofe, as autoridades admitiram a entrada de ONG internacionais e o apoio de governos estrangeiros.

A somar à resistência inicial das autoridades, as dificuldades logísticas atrasaram a chegada de ajuda alimentar, água e medicamentos, a cerca de 200 mil pessoas.

Ahmed Bham adianta que a maioria das equipas internacionais que estão em Palu, encontram-se no aeroporto.

O porta-voz da BNPB, Sutopo Purwo Nugroho, assegurou que não foi pedido a nenhum estrangeiro para deixar Palu, mas que na zona de Lombok havia muitos e que lhes foi solicitado que saíssem.

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