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PP pede ao Governo que apresente o contrato assinado com a Binter Cabo Verde

O PP pede ao primeiro-ministro que apresente aos cabo-verdianos o contrato assinado entre o Governo e a companhia área Binter Cabo Verde, para esclarecer essa situação que Ulisses Correia e Silva classifica de “telenovelas”.

Em conferência de imprensa, ontem, no final da reunião quinzenal do partido para analisar temas da actualidade, o secretário-geral do Partido Popular (PP), Juvinal Lopes Furtado, afirmou que o chefe do Governo deve explicar à população realmente o que consta desse contrato, caso exista, e se ressalva os direitos do país e dos cabo-verdianos.

Em relação à medida da Binter, que num primeiro momento mandou suspender a venda de bilhetes para a partir do dia 28 de Outubro, altura em que devia entrar em vigor as tarifas máximas nos voos inter-ilhas anunciadas pela Agência de Avião Civil (AAC), o responsável considerou a situação de “muito grave”, o que demonstra, segundo disse, que esse contrato não é favorável ao país.

O secretário-geral do Partido Popular disse ainda que a medida tomada pela Agência de Avião Civil (AAC) “é legal” e deve ser cumprida pela transportadora aérea Binter.

Sobre as obras do Estádio do Coco, que estão orçadas em 400 mil contos, acusou o autarca praiense de falta de “responsabilidade, de profissionalismo e de seriedade”, uma vez que, para além de não estar a cumprir com o prazo, tem estado a “esbanjar e gastar dinheiro” que, ao seu ver, vai custar ao erário público cerca de um milhão de contos e sem data prevista para a conclusão das obras.

Juvinal Lopes Furtado avançou ainda que tiveram a oportunidade de analisar a questão do concurso no seio da Policia Nacional que, no seu entender, existe uma série de irregularidades na selecção dos oficiais.

Por outro lado, acusou ainda a Inspecção-geral do Trabalho de falta de fiscalização, uma vez que os trabalhadores cabo-verdianos continuam a ser “exploradoras e penalizados, sem condições mínimas de trabalho” e muitos continuam a ganhar muito baixo de 13 mil escudos, que é o salário mínimo estipulado pela lei.

Em relação á campanha de recolha de assinaturas, que visa solicitar a alteração da Lei n.º 85/VI/2005 de Dezembro de 2006, uma lei que define e estabelece os crimes de responsabilidade dos titulares de cargos políticos, adiantou que está a “correr muito bem”, sendo que até ao momento já conseguiram mais de 500 assinaturas.

Na ocasião, apelou à população no sentido de colaborar, para atingir o número exigido pela lei de incitava popular, que é a volta de três mil assinaturas.

Inforpress

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