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Sociedade

Cabo Verde já conta com uma associação sindical para defesa dos direitos dos condutores profissionais denominada SINCOP

A sociedade cabo-verdiana já conta com uma organização sindical, denominada Sindicato Nacional de Condutores Profissionais (SINCOP), cuja oficialização aconteceu hoje, na Cidade da Praia, numa assembleia constitutiva.

Após a aprovação dos estatutos, Mário Jorge Borges foi eleito, numa lista única, o primeiro presidente dessa mais nova associação sindical cabo-verdiana, cujo objectivo central é a defesa dos direitos dos condutores profissionais, que inclui “hiacistas”, taxistas, e outros que fazem da condução uma profissão.

Em declarações à Inforpress, Mário Jorge Borges esclareceu que este sindicato surgiu da necessidade de uma organização “de peso” para a dignificação da classe e para a “dignificação do trabalho do homem”, neste particular dos condutores profissionais.

“Nós vimos que tanto a sociedade como as organizações estatais ou governamentais não nos respeitam e temos a necessidade da consciência de classe para podermos fazer face aos problemas advenientes da própria profissão”, explicou o sindicalista.

Essa organização sindical torna-se necessária, segundo o sindicalista, porque os condutores, na sua maioria, têm um baixo nível académico, mas, no entanto, indicou que os mesmos são certificados e reconhecidos para exercer essa profissão com dignidade.

“Os passageiros, sobretudo, na Cidade da Praia, não nos respeitam (…) mas hoje criamos este sindicato para fazer face às gralhas e lacunas do sector do transporte, sobretudo no que tange à regulamentação a nível de transporte de passageiros”, observou Mário Jorge Borges.

A nível de organização e funcionamento, esclareceu que o SINCOP vai trabalhar em parcerias com as organizações dos condutores e de taxistas existentes em todas as ilhas.

Sobre os desafios, indicou que para além da questão da regulamentação do sector de transportes, o SINCOP vai trabalhar sobre a situação laboral, no sentido de resolver os problemas entre os trabalhadores e empregadores.

A formação, a capacitação ou reciclagem dos condutores, conforme acrescentou Mário Jorge Borges, são também desafios dessa associação sindical, filiada na União dos Trabalhadores Cabo-verdianos – Central Sindical (UNTCS-CS).

Inforpress

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