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O poder do voto

Por: Pedro Ribeiro

A construção de um país de TALENTOS é um dos fatores para o nosso sucesso.

É praticamente consensual que o país patina, e não em função apenas da corrupção endémica de que tem sido vítima. Sem dúvida, essa nódoa em nossa cultura em nada ajuda o impulso que almejamos para nos tornarmos “O país em que acreditamos”.

Trata-se, efetivamente, de um problema de gestão pública, e torna-se necessário estamos a escolher àqueles que nos representa, e de melhor maneira possível, para liderarem as transformações de que o país necessita. Um País, claro, possui um nível de complexidade maior do que o de uma empresa, mesmo as de maior porte em todo o mundo. Em especial Cabo Verde, com toda sua complexidade, por ser um arquipélago e vulnerável. Mas, e se tivéssemos o atrevimento de pensar o País como uma complexa organização e exigir das lideranças a serem escolhidas, em especial do presidente da Câmara – um alto grau de competência? Porque não?!

Os políticos deveriam ter conhecimentos profundos de Economia, Política, Sociologia, Direito, Finanças, Fiscalidade, Relações Internacionais, Tecnologia, Matemática e todo um currículo que um decisor precisa para tomar as melhores decisões. E não menos importante, o profundo conhecimento da Constituição da República (CRCV). Não estou a falar em ser doutor em todas as ciências – Super-homens ou Super-mulheres pertencem ao terreno da ficção. Mas o estilo comportamental ideal para ser, por exemplo, Presidente de Câmara, qual seria?

Nesse momento crítico da nossa história, como em outros, nos quais ousamos pensar que perdemos inúmeras oportunidades de melhorar nossas escolhas, seremos nós os selecionadores dos que irão nos liderar. Assim, me parece que temos que nos preparar, e bem, o quanto antes! É necessária uma reflexão serena e séria sobre a necessidade de abrir uma discussão ousada e aprofunda – uma força tranquila, que inspira confiança.

Não para induzir posições ideológicas, defender posições corporativistas ou sinalizar tendências partidárias específicas e aberrantes, mas para ajudar o eleitorado, independentemente do segmento, a incorporar um sentido de objetividade e reflexão mais criteriosa no processo de análise das candidaturas à posição de principal executivo camarário – e de várias outras posições que interferem o presente e o futuro do nosso País.

Por que deveríamos entregar a Presidência, nas mãos de pessoas sem experiência, conhecimento, comportamentos e habilidades no trato da coisa pública? Na escolha dos políticos, muitas vezes as opções recaem sobre os mais simpáticos, mais comunicativos, e que possuem um poder de articulação acima da média, com o melhor uso dos média. As consequências disso são as que estamos a assistir, descaradamente.

Quer a gente goste ou não da política e dos políticos, o fato é que, no modelo democrático, são eles – ou melhor, deveriam ser eles, que, com o seu e o meu voto, terão as condições necessárias para fazer o País crescer e desenvolver. O voto é, então, a nossa grande arma para transformarmos o País que tanto desejamos. E para isso temos que estar preparados e determinados. Além de valor e caráter, é necessário que cada um defina outros requisitos e, assim, fazermos a melhor escolha.

Defina quais indicadores em termos de conhecimentos, comportamentos e habilidades.

É isso que fará a diferença! Eis, as propostas! Vale a pena pensar no assunto!

Afinal, em última análise, os responsáveis somos nós.

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