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Temporada de Cruzeiros: 32 navios previstos para São Vicente e 19 para a Praia

Em São Vicente, as previsões apontam para 32 escalas entre Outubro e Abril, enquanto Praia deverá receber 19, no mesmo período.

O navio Aida Cara é esperado a 11 de Outubro, em São Vicente, numa escala que inaugura a nova temporada de cruzeiros em Cabo Verde, cujos números provisórios apontam para cerca de 70 entradas no país, até Abril de 2019.

Construído em 1996, o navio pertence à companhia Aida Cruises, tem 193 metros de comprimento e capacidade para transportar 1.186 passageiros.

De acordo com a Enapor – Portos de Cabo Verde, a empresa já recebeu algumas previsões de escalas das agências de turismo para os diferentes Portos de Cabo Verde, entre eles Vale dos Cavaleiros (Fogo), Furna (Brava), Porto Inglês (Maio), Sal-Rei (Boa Vista) e Porto Novo (Santo Antão).

Assim, para a ilha de São Vicente, através de duas agências, que já solicitaram o porto para a atracação de navios, as previsões apontam para 32 escalas de Outubro do corrente ano a Abril de 2019.

Em relação ao Porto da Praia, segundo a representante da Comunidade Cabo-verdiana de Cruzeiros, também designada abreviadamente por 3C, Conceição Monteiro, os dados, igualmente provisórios, apontam para 19 escalas até Abril de 2019.

Seguem-se as ilhas do Fogo, com cinco escalas, Maio e Santo Antão, com três escalas cada, e Brava e Boa Vistas com as mesmas duas escalas.

“São previsões, há outras agências no mercado, que ainda não fizeram chegar as respectivas solicitações, daí esses números poderem sofrer alterações”, apontou a fonte da Enapor – Portos de Cabo Verde.

No entanto, em relação à ilha de Santiago, a representante da 3C, Conceição Monteiro, aponta que o número de escalas este ano no Porto da Praia é “inferior” em relação à época transacta.

Tal, segundo a mesma fonte, pode estar “eventualmente” relacionado com a reabertura de mercados do turismo de cruzeiros, com a Tunísia e outros países que se estabilizaram.

No entanto, Conceição Monteiro destacou a presença recente da Comunidade Cabo-verdiana de Cruzeiros na 12ª Edição do Seatrade Cruise Med, realizado em Portugal, integrando uma delegação nacional, oportunidade para “conversar com os operadores do sector a nível mundial”.

O Seatrade Cruise Med, que recebeu 2.500 participantes, de 65 países, entre profissionais, armadores, representantes de autoridades portuárias e expositores, é o principal evento comercial da indústria de cruzeiros para a região do Mediterrâneo e mares adjacentes, e uma plataforma comercial que promove discussões abertas sobre o futuro dos cruzeiros na região.

“A novidade é que vai entrar uma outra companhia que vai trazer barcos de turistas pela primeira vez a Cabo Verde”, precisou Conceição Monteiro.

A Comunidade Cabo-verdiana de Cruzeiros foi formalmente constituída em Maio de 2011, sendo uma organização sem fins lucrativos composta pelos diferentes parceiros da comunidade portuária que estão directa ou indirectamente ligados ao negócio do turismo de cruzeiros.

A 3C tem como atribuição promover o mercado nacional e regional no mundo como um “potencial destino atraente” de cruzeiros, destacando as atracções turísticas multifacetadas e, em certos aspectos, “únicas do país”, para além de agir como um facilitador na ligação entre os sócios, operadores de linhas de cruzeiros e outros agentes económicos da indústria de cruzeiros.

Pesquisar, desenvolver e manter uma base de dados estatísticos da rede de portos e outras informações relacionadas com o turismo de cruzeiros a nível global e a adopção de um modelo de cooperação entre a autoridade portuária, os organismos de turismo governamentais e privados, os operadores de linhas de cruzeiros e as agências de viagem, navegação e excursões, gerando assim um ambiente empresarial favorável, são, de entre outros, objectivos da comunidade.

São membros fundadores da 3C, a Câmara de Comércio, Indústria, Serviços e Agricultura do Barlavento, o Porto Grande do Mindelo, a Agência Vikings, a Agência Nacional de Viagens, a Aventura Cruise, Rotas Cruzadas, a Agência Fly, a  Associação de Guias Turísticos de São Vicente, a Transcor e a Cabo Verde Investimentos.

Por outro lado, o projecto do terminal de cruzeiros projectado para o Porto Grande de São Vicente, cujo concurso para obra já foi lançado, é tido como “muito importante” para a economia de Cabo Verde, no entendimento do Governo, pois o mesmo vai ser uma “zona natural” de expansão do Porto Grande, neste momento “bastante congestionado” com a actividade da pesca e de movimentação da carga convencional, entre outros factores.

Terá dois berços de 400 e 350/300 metros, respectivamente, uma profundidade máxima de 11 metros, e será servida por uma gare marítima para passageiros, uma vila turística junto à marginal que vai ter lojas, free-shops, restaurantes, bares, pequenos museus e souvenir.

Números avançados pela Enapor indicam que, actualmente, só em São Vicente, os navios de cruzeiros “deixam mais de 4 milhões de euros/ano”, e que os turistas gastam entre 30 a 40 euros por pessoa, e com uma margem de progressão “muito favorável” por se tratar de um negócio que “cresce todos os anos” a nível mundial.

Inforpress

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