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Suspensão de vendas de bilhetes da Binter: José Maria Neves considera situação “muito difícil e complexa”

Na passada sexta-feira, a AAC anunciou que a fixação das tarifas máximas nos voos domésticos visa evitar “eventuais situações de abuso” por parte da operadora.

O ex-primeiro-ministro José Maria Neves disse ontem, dia 25, na cidade da Praia que é “muito difícil e complexa” a situação em que a Binter Cabo Verde manda suspender a venda dos bilhetes a partir de 28 de outubro, após a AAC ter reduzido as tarifas dos voos domésticos.

José Maria Neves proferiu tais declarações aos jornalistas à margem da palestra “Organização do Estado em Cabo Verde (Regionalização)”, que proferiu ontem na cidade da Praia, na qualidade de presidente da Fundação que leva o seu nome, a convite da Rotary Club Maria Pia.

“Eu, enquanto governo, nunca aceitei o monopólio privado, precisamente porque sempre considerei que o país não devia ficar refém num setor estratégico para a competitividade e o desenvolvimento do país, como é o dos transportes aéreos”, afirmou.

Para o ex-chefe do Governo, foi uma “decisão precipitada” do atual governo “desmantelar os transportes aéreos inter-ilhas e entregar, sem contrato de concessão, sem concurso público e sem estabelecimento de condições os transportes aéreos a uma companhia privada em regime de monopólio”.

Prosseguindo, José Maria Neves acrescentou que “o país hoje está refém” da Binter Cabo Verde.

“Eu olhei com alguma preocupação a situação, até porque qualquer operadora aérea em Cabo Verde deve respeitar a regulação e a regulamentação do país”, frisou a mesma fonte.

A Binter Cabo Verde diz que ficou “gravemente prejudicada” com a redução das tarifas dos voos domésticos, conforme uma medida tomada pela Agência de Aviação Civil (AAC) e manda suspender a venda dos bilhetes a partir de 28 de outubro.

Num comunicado enviado às redações, a empresa adianta que está a estudar o impacto total destas novas tarifas “impostas unilateralmente”, prometendo dirigir-se ao Governo para comunicar todas as consequências negativas que estas medidas vão ter nos serviços atuais.

Na passada sexta-feira, a AAC anunciou que a fixação das tarifas máximas nos voos domésticos visa evitar “eventuais situações de abuso” por parte da operadora.

Segundo a reguladora, a decisão foi tomada depois de negociações com a Binter. A proposta inicial seria manter os preços inalterados, modificando as condições associadas ao produto. Por exemplo, terá sido proposto o aumento da franquia de bagagem para 40 kg, proposta recusada pela companhia.

Com a nova medida, algumas linhas ficaram mais caras, como Praia/S. Filipe, Praia/Maio e há outras em que o preço se manteve, nomeadamente Sal/Boa Vista. Algumas rotas, nomeadamente Praia/Sal e Praia/S. Vicente registaram uma diminuição.

Inforpress

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